A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/11/2021
A Constituição Federal de 1988 afirma: o cidadão possui direitos básicos, a exemplo do bem-estar. Entretanto, a ausência da educação financeira na vida do cidadão, a qual é de extrema importância, nega o direito Constitucional, por meio da criação de endividados. Dessa maneira, em razão da lacuna familiar e da má influência midiática, emerge um problema complexo.
A priori, deve-se ressaltar que além da ausência da educação financeira no meio familiar, os pais perpassam exemplos inadequados aos filhos, já que muitos são inadimplentes. Isso comprova-se pela pesquisa do UOL: 41% da população adulta do país terminou 2018 com o CPF negativado e com alguma conta atrasada. Desse modo, jovens tornam-se incapazes de planejar suas finanças e orçamentos, o que acarreta em uma vida endividada.
Além disso, observa-se a influência dos grandes meios de comunicação na vida dos cidadãos, já que são bombardeados constantemente por propagandas e, caso não possuam a educação financeira presente, há a criação de um padrão consumista com dívidas, o que nega o direito Legislativo. Segundo Amartya Sen, os serviços básicos são essenciais para o progresso da sociedade. Sob esse viés, esse padrão criado pela mídia não irá garantir o bem-estar social e acarretará em um atraso na sociedade.
Infere-se, portanto, que a educação financeira é de extrema importância. Sendo assim, cabe ao Estado, detentor máximo do bem-estar social, proporcionar que o cidadão seja apto no planejamento de seu orçamento, por meio da implementação financeira no meio escolar, a fim de proporcionar uma sociedade sem dívidas e com o direito da Carta Magna legitimado.