A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/11/2021

A terceira revolução industrial foi responsável por disseminar uma cultura de consumo crescente, onde o giro de recursos monetários agravou ao mundo globalizado uma observância maior quanto ao gerenciamente econômico. Contudo, no cenário atual do Brasil, é constatado gargalos admnistrativos desses recursos em  cerca de 67% da população, segundo a Confederação Nacional do Comércio, sendo consequência direta do consumo não-consciente bem como da carência de métodos educacionais que basifiquem um eficiente ensino financeiro, prejudicando então, o desenvolvimento interno do país.

Partindo desse viés, o doutor e escritor, Cesar Romão, diz que “somos aquilo que consumimos” corroborando para a ideia de que o consumo presente em todo o mundo não seja mais apenas uma questão de escolha, mas sim algo que faz parte do ser humano. Todavia, esse consumo agrega ao consumidor a necessidade singular e psíquica da responsabilidade, tanto social quanto econômica, de reconhecer suas respectivas limitações, sendo criados desde cedo para serem consumistas, mas sem uma orientação de como fazer isso sem se afundar em dívidas ou prejudicar o meio como um todo.

Tendo isso como base, o filósofo Kant acreditava que o homem é tudo aquilo que a educação faz dele, o que pode explicar a importância da educação para a formação do indivíduo como um cidadão constituinte e participante da sociedade, sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento do país, cujo garente como direito básico, conforme previsto na constituição brasileira de 1988, o acesso à educação. Todavia, a inserção de disciplinas que agreguem aos cidadãos o conhecimento do gerenciamento financeiro ainda é fraca quando comparado às demais disciplinas, o que reflete o atual cenário de endevidamentos no Brasil.

Portanto, visto os aspectos que corroboram para a progessividade da problemática, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria ao Ministério da Economia, proporcionem ao sistema educacional brasileiro a obrigatoriedade do ensino financeiro, a partir do redirecionamento de verbas, para que ocorra contratação de especialistas com o intuito de acompanhar o indivíduo nas diferentes fases de sua vida até a sua formação, resultando em uma geração conscientizada e dotada do conhecimento necessário para não cometerem os erros das gerações anteriores, sendo essa uma ideia defendida pelo próprio filósoso Pitágoras que diz “eduquem as crianças e não será necessário castigar os seus homens”.