A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/11/2021
Segundo Chimamanda Adichie, escritora nigeriana, a transformação do “status quo”, ou seja, do estado das coisas, é uma missão árdua. Nessa perspectiva, pode-se traçar um paralelo com a realidade brasileira, na qual observam-se entraves em relação à mudança do negligenciamento da educação financeira no país, fator fundamental na vida dos indivíduos. Tal conjuntura é reflexo da inefetividade do ensino vigente do país e da omissão familiar. Diante desse cenário, é conveniente a análise de tal problemática.
Em primeira análise, é necessário evidenciar a estrututura educacional ultrapassada como um motivador do problema. Sob esse viés, Paulo Freire, educador brasileiro, pontua que o sistema nacional de ensino não estimula o pensamento indagador. No entanto, as escolas, ao priorizarem apenas o ensino técnico-científico, não desenvolvem a autonomia e a criticidade do indivíduo, impedindo-o de conscientizar-se sobre a importância do planejamento financeiro para uma vida econômica estável. Tal cenário, marcado pela ausência do educação finaceira nas instituições de ensino, resulta no possível individamento de parcela da população ao longo da vida. Assim, urge a inclusão de aulas sobre manuseio responsável do dinheiro nas grades escolares.
Em segunda análise, é importante salientar, também, a displicência familiar como outro fator precursor da problemática. Sob essa ótica, o pensador Émile Durkheim afirma que a família, como primeira instituição social, tem papel fundamental na formação do comportamento do indivíduo. No entanto, essa protagonização parental mostra-se falha ao negligenciar a educação financeira, especialmente quando o meio familiar não aborda as consequências do uso irresponsável do dinheiro, ou deixa de ensinar os mais jovens sobre o gerenciamento do capital. Dessa forma, percebe-se que a solução para a maior valorização do ensino financeito perpassa o maior protagonismo familiar.
Portatnto, é imprescindível intervir sobre esse cenário. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão encarregado do progresso do ensino nacional, inserir a educação financeira na grade educacional. Isso deve ser realizado por meio de palestras informacionais que abordem, por exemplo, a importância do uso responsável do dinheiro ou as formas de investimento monetário, a fim de diminuir as taxas de endividamento dos cidadãos brasileiros ao longo de suas vidas. A partir dessas ações será possível melhorar a atual realidade da nação.