A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/11/2021

No cômico filme “Até que a Sorte Nos Separe”, Faustino, um dos personagens principais, perde uma grande fortuna em curto período de tempo, ocasionado pela cobiça aos itens luxo e pela pobre educação financeira que lhe foi dada. No contexto hodierno do Brasil, infelizmente, a precarização do idôneo modo de investir o dinheiro vem crescendo desenfreadamente, o que configura, de certa forma, um alto índice de inadimplência no grupo social. Dessa forma, entende-se que a inércia governamental, bem como o anseio aos itens caros, apresentam-se como entraves para a resolução da problemática.

Em primeira análise, a falta de políticas públicas é a causa principal da permanência do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em seus discursos, que a política serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível o descaso dos governantes brasileiros no que tange à educação financeira, visto que, lamentavelmente, o ensino básico nas escolas públicas não contém tal matéria. Desse modo, os jovens e adultos não recebem o conhecimento técnico e teórico de como lidar com as despesas físicas e, com isso, tentam, em muitas vezes, abrir um negócio próprio, tais como vendas de roupas e aparelhos celulares, porém, essa técnica não é rentável na maioria dos casos, por conta do defasado conhecimento sobre capital de giro. Um estudo propostos pela “Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ressalta que, infelizmente, mais de 50% dos jovens não têm conhecimentos básicos financeiros.

Ademais, o desejo pela compra de produtos famosos é um dos agravantes da temática. Segundo o escritor e jornalista “George Orwell”, a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa. Nesse viés, é notório que a cobiça por itens de luxo prejudica a vida financeira dos cidadãos e, consequentemente, intensifica a maléfica normalização do pagamento à prazo, com o intuito de saciar os desejos materiais. Sendo assim, as pessoas, principalmente os mais pobres, são os mais lesados, pois não têm condições de arcar com as despesas provenientes da ambição. Dessarte, comprova-se a premência de atividades educacionais e financeiras para atenuar o problema.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Economia, a proliferação de palestras conteúdistas sobre a economia pessoal e empresarial nos centros comunitários e escolas públicas, como, por exemplo, a implementação de seminários teóricos no intervalo das aulas regulares, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de aprimorar a educação financeira no Brasil. Diante disso, é de se esperar um futuro mais harmonioso e utópico.