A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/11/2021
O quadro expressionista “O grito” , do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelo desconhecimento de como ter uma boa educação financeira é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a precariedade das escolas.
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado pontencializa o descontrole financeiro. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, aumenta constantemente o número de indivíduos sem o conhecimento de como administrar sujeito ao endividamento. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a precariedade escolar como outro fator que contribui para a manutenção da questão financeira. Posto isso, de acordo com o especialista Alvaro Mordernell “ o mercado financeiro não é loteria. Quem aposta, geralmente perde. Quem investe, normalmente ganha”. Diante de tal exposto , é notório dizer que as escolas não preparam os jovens que estão entrando para a vida adulta a forma correta como devem lidar com suas finanças, isso se dá devido a má formação dos professores por não serem capacitados em questões sobre educação financeira, desse modo , os adolescentes e jovens ficam prejudicados já que a sociedade é capitalista e os mesmos não foram preparados para tal situação . Assim, não é razoável que, embora almeje tornar-se Estado desenvolvido, o Brasil insta em negar condições melhores de vida para os seus cidadãos.
Portanto, diante dos aspectos conflitantes relativos falta de importância dada a educação econômica, é indiscutível a realização de ações interventivas. Urge, para tanto, que o Ministério da Educação crie um dia específico no ano letivo, em colégios públicos e privados, que chamaria “Educação e Finanças”. Nele, os alunos e toda a comunidade aprenderiam sobre educação financeira, através de palestras, oficinas e debates diretos com psicólogos, pedagogos e economistas, a fim de que eles se informem e ganhem as competências necessárias para serem autônomos na área financeira, levando-os a refletir acerca da desinformação financeira e, principalmente, em como intervir. Uma ação iniciada agora pode mudar todo o futuro da sociedade brasileira.