A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/11/2021

Na série “Round 6”, um grupo de pessoas passando por dificuldades financeiras recebe um estranho estranho convite para participar de um jogo de sobrevivência, e estes endividados acabam aceitando o convite com a esperança de ganhar dinheiro “fácil”. Nesse sentido, esta obra está intimamente ligada à sociedade brasileira, e deixa bem claro que as consequências da falta de educação financeira na vida do cidadão são evidentes. Fora da ficção, é indispensável analisar as causas que agravam esse quadro: a desinformação e a falta de amparo governamental.

Nesse viés, é necessário pontuar que a falta de informação acerca dos riscos da escassez de ensino financeiro precisa ser superada. A esse respeito, de acordo com o Serviço de Proteção de Crédito (SPC), cerca de 6,3 milhões de jovens brasileiros, com idades entre 18 e 24 anos, estão endividados. Paralelamente, torna-se evidente que a falta de discernimento monetário atrapalha a vida de muita gente, resultando na vulnerabilidade de contrair uma dívida, pois as pessoas, no geral, são propensas ao consumo desenfreado pelo baixo entendimento sobre a necessidade do controle e de poupar. Assim, enquanto a desinformação se mantiver, o Brasil permanecerá cego diante dos efeitos da insuficiência de ensino financeiro.

Outrossim, convém ressaltar que o acesso a conteúdos básicos de educação financeira nos primordios escolares é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros. Nesse panorama, Gilberto Dimenstein, em seu livro “O Cidadão de Papel”, disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, visto que não são garantidos na prática. Dessa forma, depreende-se que o ensinamento dado às pessoas não íntruidas sobre como utilizar o dinheiro de forma consciente e correta é precário e até mesmo ignorado, desse modo ferindo os direitos de um parcela da população que necessita usufruir da educação financeira adequadamente. Logo, fica nítido que a negligência do Estado dificulta a atenuação de um desenvolvimento financeiro prejudicado desde os primordios escolares.

Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas da falta de educação financeira. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o auxílio governamental, tomar providências promovendo informações seguras a respeito da educação financeira, com palestras para alunos do ensino fundamental e médio, por meio de aulas interdisciplinares, além de realizar campanhas midiáticas nas redes sociais, visando conscientizá-los sobre os riscos e impactos atuais e a longo prazo na vida de cada pessoa. Espera-se, com esse medida, que a ausência da educação finaceira na vida do cidadão seja paulatinamente erradicada.