A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 12/11/2021

O filme “Real: o plano por trás da história” desenrola-se no cenário da crise econômica de 1993 que, com a inflação acima de 2000%, enfraqueceu o senso de planejamento financeiro da população, uma vez que, a moeda nacional perdia valor continuamente. Embora a economia tenha se estabilizado hodiernamente, a volatilidade do mercado financeiro mundial não descarta a eclosão de uma crise semelhante à supracitada. Nesse sentido, é primordial ater-se a importância da educação financeira na vida do cidadão, pois, além de elucidar conceitos econômicos, também fortalecerá o progresso social.

Em primeira análise, é lídimo assegurar o papel da educação financeira em reverter o notório analfabetismo econômico brasileiro. De acordo com dados divulgados pela OCDE, o Brasil é o quarto pior país em competência financeira de jovens, o que demonstra evidente incapacidade de realizar operações financeiras básicas e, assim, parte da população está suscetível a ter problemas com dinheiro. Dessa maneira, a introdução da matéria de finanças na vida do cidadão é, indubitavelmente, necessária para esclarecer conceitos econômicos e, consequentemente, incentivá-lo a tomar decisões com dinheiro de forma mais assertiva.

O progresso social, ademais, está atrelado com a inserção da educação financeira no currículo acadêmico do país. Esse fato é comprovado ao analisar-se o crescimento em investimentos acerca desse tema nos países com alto índice de desenvolvimento humano, como Canadá, Finlândia, Noruega e Dinamarca. Segundo a OCDE, a alfabetização financeira faz parte das noções básicas para o desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária, justa e avançada. Sob essa ótica, é imprescindível a adoção da educação financeira no contexto educacional brasileiro, já que acarretará maior consciência coletiva sobre o dinheiro e, em decorrência disso, proporcionará progresso ao país.

Portanto, incumbe ao Poder Legislativo, portador da jurisdição de modificar a Constituição, propor a inclusão da educação financeira na Base Nacional Comum Curricular por meio de mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a fim de reverter o contexto de insciência acerca do assunto por parte da população. Paralelo a isso, cabe às secretárias estaduais aderirem o projeto “Aprender Valor” do Banco Central, cujo objetivo é apoiar escolas públicas no ensino de educação financeira. Somente assim, será possível alfabetizar financeiramente os cidadãos e afastá-los dos efeitos de uma crise análoga à de 1993.