A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/11/2021

Na obra “Utopia” do escritor Thomas More retrata uma ilha governada pela razão, em que a população vive ausente de conflitos. Fora do cenário ficcional, esse universo imaginário não é efetivado, posto que, no Brasil, a eduação financeira interfere no bem-estar social. Desse modo, é premente analisar os principais fatores dessa problemática: a omissão escolar e a alienação do consumo.

De ínicio, é preciso salientar que a falha educacional é uma causa latente do problema. Nesse contexto, o ensinamento sobre educação financeira na escola tem grande importância para o progresso social e econômico do país, como também para a vida pessoal do cidadão, visto que eles irão aprender a como gerir seus salários e bens. Embora, o aprendizado mostre benefícios na vida do povo, nota-se que não é devidamente ensinado na sala de aula. Nesse viés, Rubem Alves - importante educador brasileiro- destaca que as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, ou seja, podem proporcionar voos ou condições de alienação. Nesse sentido, os colégios funcionam como gaiolas, pois os estudantes continuam sem informação sobre como cuidar do próprio dinheiro. Consequentemente, se tornam adultos inadimplente e não tem controle financeiro, já que não tiveram uma base sobre  como criar hábitos de responsabilidade financeira. Dessa forma, torna-se indispensável reverter o quadro dessa problemática.

Ademais, outra causa para a configuração do problema é a alienação do consumo. Consequentemente, toda a carência de informação acerca do assunto resulta na compulsão de gastar dinheiro,  pois a sociedade não tem controle sobre a parte finaceira e acabam comprando mercadorias que não necessitam, ocasinando uma adesão exponencial a esse feito sem considerar os ricos. Tal paronama, conflui com o conceito de Fetichismo de Mercadoria - desenvolvido pelo renomado sociólogo Karl Marx - segundo o qual a mercadoria adquire valores ou caractéristicas irreais para aumentar o consumo. Sob essa ótica, a população são artificialmente estimuladas a consumirem de maneira alienadas, dado a escassez de informação, que é -ou deveria ser - responsabilidade da escola fornecer. Logo, são necessárias medidas que amenizem esse problema.

É evidente, portanto, que a educação finaceira deve ser efetuada. Para isso, urge que o Ministério da Economia crie, por meio de verbas governamentais, uma gestão eficaz para a realização de projetos em escolas e ofereça palestras que destaquem a importância da educação financeira, a fim de melhorar a vida da população brasileira. Tal plano deverá focar, principalmente, em destinar as palestras em colégio para alcançar o maior número de jovens. Com efeito, o Brasil poderá garantir uma população ausente de problemas igual na obra “Utopia”.