A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/11/2021
Em 2020, o Ministério da Educação implementou novas diretrizes na Base Nacional Comum Curricular, tornando obrigatório o ensino de educação financeira nas escolas de todo o país. Assim, como tal mudança é bastante recente, a população ainda não está devidamente instruída financeiramente, contribuindo para que o panorama brasileiro ainda esteja caótico. Sob essa ótica, a precariedade educacional é a principal causa e o consumismo e manejo errado do dinheiro são as consequências mais recorrentes atreladas a esse problema.
Em primeiro plano, as escolas são as principais instituições responsáveis pelo ensino do gerenciamento monetário, entretanto, no Brasil, essa atividade pedagógica não é uma prática comum, mas, aos poucos, vem ganhando mais visibilidade. Nesse viés, em 2021, o Ministério da Educação – em parceria com a CVM (Convenção de Valores Mobiliários) – promete capacitar, em médio prazo, cerca de meio milhão de docentes para que se tornem aptos a ensinarem educação financeira nas escolas públicas do país. Sob essa ótica, o aprendizado desde cedo formam adultos mais capacitados no gerenciamento correto de suas rendas, proporcionando entendimento acerca da importância da organização e planejamento adequado e a explicação de termos econômicos principais – como, por exemplo: poupança, bolsa de valores e taxa selic.
Além disso, essa falta de instrução acarreta em sérias consequências para os indivíduos. Nesse sentido, segundo o Serasa, há cerca de 62 milhões de brasileiro endividados, um número extremamente alarmante, fruto da falta de educação de valores e finanças. Atrelado a isto, é cada vez mais comum os casos de indivíduos que sofrem golpes de empresas de investimentos não legalizadas, perdendo todo o capital inicial. Ademais, a fraudulenta tática de entrar em esquemas de pirâmides também vem ganhando espaço no Brasil, pois, com falsas promessas de dinheiro fácil, as pessoas que são atraídas por essa oferta, muitas vezes, ficam no prejuízo. Logo, a pouca educação financeira oferecida no país impacta diretamente no alto número de inadimplentes.
Portanto, o conjunto desses fatores evidencia a necessidade de uma mudança no panorama individual financeiro no Brasil. Nessa perspectiva, é mister que o governo de esfera federal – por meio do Ministério da Educação – cobre das escolas um ensino financeiro de extrema qualidade, a fim de garantir aos indivíduos um suficiente entendimento monetário e, desse modo, diminuir gradativamente o número de endividados no país. Cabe, ainda, ao Poder Judiciário manter uma rígida fiscalização no cumprimento das novas diretrizes curriculares implementadas em 2020. Desse modo, se tais medidas se tornarem realidade, poderá ser possível alterar o caótico panorama econômico nacional.