A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/11/2021

O filme “Até que a sorte nos separe” conta a história de um homem que, após ganhar na loteria, não administra bem o seu prêmio e acaba indo à falência. De maneira análoga, no Brasil contemporâneo, grande parte dos cidadãos desconhece as formas corretas de lidar com o próprio dinheiro, o que pode comprometer a sua qualidade de vida e gerar altos níveis de endividamento. Esse cenário resulta da ausência de uma educação financeira de qualidade acessível para todos, o que deve ser revertido.

Em primeiro lugar, vale salientar que o ensino sobre a boa administração das finanças apresenta diversos benefícios para a população. Como mostrado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), os países que ocupam os primeiros lugares no ranking de competência financeira entre os jovens também mostram altos índices de desenvolvimento humano, como é o caso do Canadá. Dessa forma, é possível observar que o conhecimento das formas de bom uso do dinheiro afeta a qualidade de vida do cidadão, na medida em que proporciona maior estabilidade e segurança, o que ressalta a necessidade da sua difusão.

Ademais, a Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito à educação de forma a promover o exercício da cidadania. Contudo, tendo em vista que, segundo o Serasa, mais de 62 milhões de brasileiros estão endividados, é evidente que a população não possui o preparo para gerenciar o seu patrimônio pessoal e, assim, as pessoas não podem exercer plenamente o papel de cidadãs. Com isso, é notória a importância da criação do hábito de cuidar do próprio dinheiro desde a juventude, o que é promovido pelo ensino do controle monetário.

Isto posto, fica claro que a tomada de medidas que promovam a educação financeira no Brasil é necessária. Para isso, é fundamental que o Ministério da Educação organize palestras nas escolas públicas com especialistas em finanças, como economistas, sobre as maneiras de boa utilização do próprio dinheiro no em situações cotidianas e reais, como o financiamento de uma casa ou um pedido de empréstimo bancário, para que as pessoas sejam informadas sobre o assunto desde o ensino básico e possam aplicar esse conhecimento em suas vidas. Desse modo, todos terão acesso a esse direito garantido pela Constituição Federal e poderão usufruir dos seus benefícios.