A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/11/2021
Na série “Round 6”, produzida pela netflix, diversos personagens que possuem altas dívidas, são induzidos a participar de um jogo mortal, em busca de pagar suas contas . O cenário, apesar de fictício, representa a realidade de muitos brasileiros, que por negligência do governo e falta de rigor acerca de fiscalizações sobre projetos escolares, não tiveram acesso a ensino econômico, e ao tentarem quitar as contas, se envolvem em situações graves ou em mais dívidas. Portanto, é fundamental a promoção de debates que explicitem a importância da educação financeira na vida do cidadão.
É conveniente recordar o projeto implementado pelo Governo Federal em 2010, ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira), que incluía o ensino financeiro no CBC ( currículo básico comum) das escolas públicas. Porém, o projeto não chegou a todas as escolas brasileiras, o que deixou jovens defasados acerca da administração econômica, como retrata o estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de 2015, revelando mais da metade dos jovens de 15 anos que não tem conhecimentos básicos para lidar com dinheiro cotidianamente.
Por conseguinte, a negligência do governo e dos órgãos públicos sobre a fiscalização de ensino e execução de projetos sociais escolares, auxilia no aumento do analfabetismo econômico da população. Em consequência dos fatores citados, pode-se tomar a pesquisa promovida pelo site “economia.uol.com”, mais de 41% da população adulta brasileira possui uma conta atrasada ou CPF negativado. Ademais, indivíduos que não possuem crédito em banco, optam pela procura da agiotagem como forma de “dinheiro fácil”, tornando-se vítimas da agiotagem, que segundo o site “aceguarulhos.com”, aumentaram em 40% de 2012 até os últimos dias.
Logo, é preciso solucionar as problemáticas em vista da educação financeira na vida do cidadão. Em primeiro plano, o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Economia, devem promover novos projetos escolares e palestras acessíveis para todas as faixas etárias, através do envio de economistas e pedagogos preparados para ministrar aulas e debates que possam ampliar horizontes e ensinar meios de conduzir economicamente o próprio dinheiro na vida adulta, e que, além do ENEF, sejam capazes de atingir o maior número possível de municípios e ambientes escolares públicos no país. Segundo, o Ministério da Economia em comunhão as mídias sociais, devem divulgar os projetos executados nas escolas, as palestras públicas, e explicitar a importância da educação financeira na vida adulta e adolescente, convencendo a todos das vantagens de participar das iniciativas propostas. Desse modo, será possível levar mais conhecimento a população e formar cidadãos mais prudentes economicamente.