A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/11/2021
Segundo o escritor português José Saramago, há verdades que precisam ser repetidas para que não caiam no esquecimento. Traçando um paralelo entre o pensamento do autor e a realidade contemporânea, tem-se que uma dessas verdades que precisam ser reiteradas diz respeito à importância da educação financeira na vida do cidadão - processo o qual possibilita o desenvolvimento de decisões racionais e uma relação equilibrada com o dinheiro. É indispensável, portanto, incentivar a educação financeira, tanto por razões de ordem individual quanto social.
Em primeiro lugar, é válido salientar os aspectos positivos dessa educação na vida do sujeito. Sob tal perspectiva, cabe mencionar o filósofo empirista David Hume, o qual atesta que toda ação do passado tem uma consequência direta no futuro. A partir dessa ideia, chega-se à percepção de que o indivíduo, tendo acesso a uma educação financeira de qualidade ao longo de sua vida, garante excelentes benefícios a longo prazo, como administrar e controlar seus gastos, aprender a investir seu dinheiro e, além disso, gastar seus recursos com maior consciência. Não dá para negar, então, as vantagens advindas da educação financeira.
Em segundo lugar, é fundamental entender os benefícios dessa prática no desenvolvimento da nação. De acordo com dados da revista “Exame”, a economia é um dos fatores que define a prosperidade de um país. Pesquisas como essa mostram como a dinâmica social do país é favorecida a partir do momento em que há o investimento em áreas relacionadas ao controle do capital - como a educação financeira -, principalmente voltada à população, a qual adquire autonomia para lidar com seus recursos e, desse modo, impulsionar o mercado nacional. Portanto, será possível o país progredir se ele vencer o obstáculo que o impede de um desenvolvimento digno: a falta de estímulo para a educação financeira. Ratifica-se, assim, o que diz o professor de Harvard Steven Pinker: “o progresso não resulta da magia, mas da resolução de problemas”.
Por conseguinte, faz-se necessária a tomada de atitude frente a essa questão. Nesse sentido, cabe às escolas - ambientes nos quais as relações interpessoais são fundamentais para o crescimento do jovem - criar projetos que introduzam o tema da educação financeira para os alunos desde o ensino fundamental até o ensino médio, os quais contenham ações como o estudo de conceitos básicos de economia e finanças, operações matemáticas e, até mesmo, investimentos e impostos. Isso pode ser feito por meio de palestras e aulas extracurriculares com profissionais especialistas nessa área do conhecimento. Iniciativas assim resultarão em uma maior consciência acerca do tema e de suas repercussões na sociedade.