A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/11/2021
“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual situação do país, nos permite refletir sobre como a falta da educação financeira é presente em grande parte da população brasileira, pois segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), apenas 37,4% da população terminou o ano de 2018 sem contas atrasas. Nesse sentido, fatores como o consumismo em concordância com a falta de matérias escolares específicas sobre a educação financeira, colaboram para que a problemática se torne cada vez mais presente da vida das pessoas.
Em primeiro plano, cabe pontuar que a ostentação e o consumismo, foram implantados pela mídia de forma bem sutil na sociedade, tendo em vista que grande parcela da população associa a felicidade com o acúmulo e exposição de bens materiais. Este tipo de pensamento favorece o endividamento quando somado com a possibilidade de compras usando o cartão de crédito, ou seja, acaba ocorrendo o efeito “bola de neve”, pois quando se falta dinheiro para pagar o cartão de crédito, cobra-se se juros em cima da dívida, e a pessoa fica cada vez mais endividada.
Paralelo a isso, é importante destacar que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística) em 2019 havia 52 milhões de brasileiros na pobreza, e mesmo assim atualmente nas escolas, não há matérias especificas que ensinam os jovens a guardar e organizar seu capital, o que colabora para que no futuro o mesmo não consiga prosperar financeiramente e que acabe se endividando.
Mediante o exposto, é evidente que a falta da educação financeira se configura como um problema que precisa ser resolvido. Deste modo, o Ministério Da Educação, a curto prazo, por meio de parcerias com escola públicas e privadas, deve realizar palestras com profissionais qualificados que, em forma de gincanas e brincadeiras, consigam exemplificar a importância do controle monetário ao longo da vida. Entretanto, em longo prazo, deve-se oficializar na grade curricular do aluno, disciplinas de finanças. Portanto, o propósito da iniciativa é diminuir de forma gradativa os índices de pobreza e desigualdade social.