A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 13/11/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos superficiais e egoístas que regem essa nação. Não distante da ficção, o endividamento do corpo social e o desamparo governamental estão vinculados a ausência da educação financeira na sociedade moderna. Assim, medidas são necessárias para conter o avanço do problema.
Precipuamente, é fulcral pontuar as dívidas da sociedade. No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” é retratado uma jornalista com consumismo compulsivo e, consequentemente, sua péssima educação financeira, gerando seu endividamento. Nessa perspectiva, os gastos desnecessários do corpo social ocasionam o descontrole financeiro e acarretam, em sua grande maioria, as dívidas exorbitantes adquiridas pela população. Dessa forma, o cenário do filme está cada vez mais inserido no cotidiano da nação contemporânea.
Além disso, a omissão governamental favorece o problema. A Constituição Federal de 1988 assegura a educação como algo inerente a todos os cidadãos, contudo, na prática isso não acontece. A ausência da educação financeira nos núcleos educacionais corroboram para o crescimento de uma nação sem responsabilidade monetária e planejamento pessoal. Dessa maneira, a ineficiência do governo contribui para um aumento no número de devedores.
Ademais, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. O Ministério da Educação, orgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação, deve promover debates nas escolas, por intermédio dos centros educacionais, com o intuito de conscientizar os alunos sobre a importância da educação financeira. Além disso, os núcleos midiáticos, por meio de centros de divulgação, devem realizar campanhas sobre os perigos do endividamento na atualidade. Dessa forma, atenuar-se-à, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema.