A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/11/2021
O “Mito da Caverna”, alegoria escrita por Platão, relata como os seres humanos se encontravam prisioneiros em uma caverna, em que estavam habituados a terem somente uma ilusão do que observassem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão da falta de importância da educação financeira na vida dos cidadãos pode ser bem representada por esse mito, visto que esse é um grave problema que vive às sombras da sociedade, dado que a supervalorização do capitalismo e a lacuna educacional explicam bem essa temática.
Diante desse cenário, cabe ressaltar como a exaltação do modelo econômico vigente amplia este impasse. Nesse sentido, o filme “Os delírios do consumo de Beck Bloom” relata a história de uma garota que é viciada em fazer compras, entretanto, o seu salário é insuficiente para saldar as dividas contraídas. Nesse viés, a prevalência do capitalismo em detrimento da consciência econômica demonstra a necessidade de uma implementação da educação financeira na vida da população, posto que esta ação pode reduzir os riscos de inadimplência. Logo, medidas são imprescindíveis para reverter a perpetuação desse entrave.
Outrossim, é valido ressaltar que a lacuna educacional é uma causa latente dessa adversidade. Nessa perspectiva, o filósofo Immanuel Kant afirma que o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base um déficit educacional. Por esse ângulo, no que tange à educação financeira, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido o seu papel de reverter e prevenir esse empecilho, já que não tem trazido esses conteúdos para a sala de aula, como instruções acerca do gerenciamento do dinheiro para evitar que a futura população economicamente ativa passe uma grande parte da vida endividada. Portanto, apesar dos avanços sociais, infelizmente, ainda existem lacunas educacionais que dificultam a resolução desse revés.
Destarte, entende-se a necessidade de propor ações capazes de atenuar essa problemática. Para tanto, o Estado, como ente provedor do bem-estar social, juntamente com o Ministério da Educação, deve implementar a educação financeira na Base Nacional Comum Curricular, por meio do direcionamento de verbas para a contratação de indivíduos especializados na área, com o objetivo de reduzir o risco de inadimplência do corpo civil pela maior consciência econômica que será adquirida e, além disso, fazer com que a escola compra o seu papel de instruir a sociedade para alcançar o crescimento pessoal. Somente assim, as pessoas sairão da caverna e enxergarão a verdadeira realidade.