A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/11/2021

“Construimos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista Izaac Newton pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante dos desafios de incorporação da educação financeira na vida do cidadão, já que essa conjuntura é marcada pela construção de barreiras sociais e a escassez de medidas para sua erradicação. Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem através da omissão governamental e das falhas no sistema educacional.

Sob esse viés, é preciso de início, discorrer acerca da displicência governamental. Para tanto, faz-se oportuno rememorar ao pensamento do sociólogo polonês Zigmunt Bauman, segundo o qual  algumas instituições deixarem de exercer sua função operando como “zumbis”. À luz dessa lógica, bauminiama, a atitude passiva expõe a face zumbificada do Ministério da Economia, dado que embora seja responsável pela execução da politica econômica e financeira da união, essa instância se omite de sua função. Isso discorre, devido a uma carência de ações informativas, alertando os indivíduos sobre a importância de saber gerenciar suas finanças. Logo, não é razoável que esse Ministério protagonize essa pobreza de conhecimentos para a sociedade.

Outrossim, é lícito postular o tradicionalismo escolar como impulsionador desse revés. Nesse sentido, segundo a pedagogia da autonomia do escrito brasileiro Paulo Freire, a escola não deve usar apenas os conteúdos presentes nos materiais didáticos, mas também preparar o indivíduo para o convívio social. No entanto, nota-se, que devido a um ensino técnico e mecanizado, o sistema educacional negligencia novas maneiras de ensino, como a falta de palestras com economistas ensinando os alunos a possuírem uma administração monetária. Dessa forma, a falta de um modelo vigente que forme cidadãos para o séculos XXI, faz com que a educação financeira seja algo de preucupação para os indivíduos.

É crucial, portanto, superar a gênese a dessa problemática. Desse modo, cabe ao Ministério da Economia, criar expedições informativas. Isso pode ser feito por da disponibilização de vídeos curtos nas plataformas midiáticas - já que são ferramentas de maior alcance social- de maneira que passe maior conhecimento para à população sobre a educação monetária. Além disso, as escolas devem  atualizar  seu modelo de ensino, contando com a presença de eventos e palestras medidados por economistas e administradores ensinando os alunos a possuirem uma educação financeira. Assim, será possível construir mais pontes e derrubar os muros relacionados a esses desafios, refutando a premissa de Newton.