A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/11/2021
A teoria do “Consumo Conspícuo” consiste em como os indivíduos consomem somente para exibir sucesso nos desejos individuais, sem planejamento e análise dos seus gastos. Dessa forma, nota-se que, no contexto atual, a hipótese se torna uma realidade, uma vez que sem a educação financeira não há desenvolvimento no progresso econômico, visto que esse ensino é importante para entender como distribuir os recursos. Nesse sentido, no que tange à questão desses impactos econômicos, observa-se a persistência de um problema, em virtude da educação deficitária e a da negligência governamental.
Em primeiro lugar, a lacuna educacional influi, decisivamente, na consolidação da problemática. A esse respeito, o filme “Escritores da Liberdade” retrata a vida de jovens em uma situação defasada que, a partir da educação, ferramenta de luta contra a violência e exclusão, puderam ter uma vida melhor. De maneira análoga, a dramaturgia é aplicada à falta de um ensino financeiro produtivo, posto que o conhecimento é o maior transformador da sociedade, sendo assim, através das escolas o consumo consciente pode ser instruído, porém, existe entraves que potencializam a carência de uma boa qualidade na educação financeira, como a escassez de movimentos escolares, o que ocasiona parte expressiva de adolescentes sem aprender em como lidar com dinheiro. Logo, enquanto a educação não for a ferramenta para organizar os gastos monetários, acarretará na perpetuação dessa adversidade. Outrossim, a insuficiência estatal apresenta-se como outro fator que influencia, diretamente, na efetivação das consequências educacionais. Nessa perspectiva, o artigo sexto da Constituição assegura que a educação é direito de todos. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, já que grande parte das pessoas não têm acesso ao ensino financeiro, tendo em vista a carência de investimentos no setor, resulta ao endividamento e à lenta recuperação econômica do grupo social. Enfim, aqueles que possuem educação financeira permanecem desamparados, indo contra as ideias da Constituição. Portanto, indubitavelmente, medidas são fundamentais para atenuar o revés. Diante disso, é necessário que o Ministério da Educação, com o apoio do estado, incentive nas escolas rodas de conversas e debates com profissionais da área, por meio de programas nacionais, a fim de assegurar a importância da educação financeira, além de trazer a compreensão dos gastos. Ademais, é essencial que o governo federal, junto a governadores municipais, promova novas construções instituições escolares e um maior investimento no ensino financeiro, utilizando-se de projetos estatais, com a finalidade de toda a sociedade ter conhecimento básico financeiro. Feito isso, o planejamento e análise dos gastos será uma realidade, derrubando, por fim, a teoria do Consumo Conspícuo.