A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/11/2021
No que se refere à educação financeira no Brasil, pode-se afirmar que boa parte da população não tem conhecimentos suficientes para administrar o seu próprio dinheiro. Partindo dessa premissa, pode-se usar como exemplo, o filme “Até que a Sorte nos Separe” que aborda o consumismo e a falta do gerenciamento financeiro no contexto familiar. Apesar da sua natureza ficcional, a problemática tratada no filme é uma realidade para muitos brasileiros. Diante desse cenário, torna-se indispensável discutir sobre essas questões.
A partir disso, composta por Chico Buarque, em 1978, a canção-poema “O Malandro” alerta para a tendência do Brasil se manter permanentemente atrelado ao círculo vicioso de crises sistêmicas. Para além da arte, nota-se quantos atos socialmente inconsequentes podem ser nocivos à economia. Nesse viés, embora o Artigo 3º da Constituição Federal aponte que é dever do estado garantir o desenvolvimento nacional, se faz perceptível que essa entidade ainda falha em não promover o debate entre finanças e desenvolvimento no ensino básico. Por conseguinte, essa discussão é de extrema importância, visto que, o país tem sofrido com a falta de planejamento econômico, ocasionando as crises e prejuízos monetários.
Paralelamente, a Crise de 1929, foi uma forte recessão econômica que atingiu o capitalismo internacional no final da década de 1920. Ela marcou a decadência do liberalismo econômico, que teve como causas a superprodução e especulação financeira. Com base nessa reflexão, pode-se voltar aos dias atuais e abrir uma discussão sobre a famosa “sociedade de consumo”. Esse termo é utilizado para representar o capitalismo, no qual o desenvolvimento é pautado pelo aumento do consumo. Um aspecto que se refere à sociedade de consumo é a obsolescência programada, que consiste na produção de mercadorias elaboradas para serem descartadas rapidamente, o que acaba fazendo com que o consumidor compre um novo produto em breve. Assim, aumentando o ritmo de consumo.
Em síntese, frente à complexidade dessa temática, torna-se decisivo instituir corresponsabilidades. Portanto, as instituições de ensino, por meio da revisão de seus programas curriculares, deve fomentar discussões sobre a educação financeira, para fomentar maior lucidez a cerca dessa problemática. Ademais, o Governo Federal, por intermédio de projetos de lei, deve promover projetos de finanças pessoais nas comunidades, visando atingir indivíduos já adultos levando conhecimento até essas pessoas. Para que, assim as pessoas possam ter controle da sua vida financeira, para que possam ter uma realidade diferente daquela família retratada no filme “Até que a Sorte nos Separe”.