A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/11/2021
“Amor por princípio e ordem por base, o progresso por fim”. Esse lema positivista formulado pelo sociólogo francês August Comte inspirou a frase política “Ordem e progresso” exposta na célebre bandeira nacional. Entretanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que o descaso com a importância da educação financeira para o cidadão resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Sob esse viés, torna-se crucial analisar e discutir os fatores que corroboram a problemática em questão, entre as quais se destacam a negligência governamental e a falha educacional.
Em primeiro plano, é imperioso notar que a indiligência do estado potencializa a persistência em negar a importância da instrução financeira aos brasileiros. Esse contexto de inoperância das esferas do poder exemplifica a teoria das instituições zumbis, do sociólogo Zigmund Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprir sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido a baixa atuação das autoridades, os jovens continuam a sair das escolas sem aprender a lidar com questões econômicas do mundo real. Desse modo, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Paralelo a isso, é igualmente valioso apontar a lacuna existente no sistema educacional do país como outro fator que contribui para a manutenção do problema. Posto isso, de acordo com filósofo alemão, Immanuel kant, “ O homem não é nada além daquilo que educação faz dele”. Assim, é evidente que o ensino escolar é conteudista e prioriza a teoria ao invés de métodos dinâmicos que poderão ser válidos para a vida financeira do indivíduo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, a necessidade de intervir com o objetivo de amenizar os impasses. Cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela elaboração e execução da política de educação, reformular a grade curricular na formação dos jovens, por meio de projetos de lei que reconheçam a educação financeira como essencial, afim de nortear as relações econômicas das futuras gerações e ajudá-los a se preparar, com apoio especializado e guias práticos durante as aulas. Somente assim, poderá se perpetuar uma nação em harmonia com a corrente filosófica pregada por Comte.