A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/11/2021
A Constituição Federal de 1988 -documento jurídico mais importante do país- prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão. Entretando, tal prerrogativa não se constata quando observa a importância da educação financeira na vida dos brasileiros, visto que na prática se mostra ineficiente. Diante dessa perspectiva, a fim de valorizar tal temática é válido analisar a negligência governamental e a metodologia de ensino ultrapassada.
Primariamente, é indispensável verificar a forma negligente como o Estado costuma lidar com o ensino monetário no Brasil. Nesse sentido, essa conjuntura ,segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o governo nao cumpre com sua função de garantir um direito básico a população. Isso é perceptivel, seja pela falta de investimentos em qualificação profissional dos doscentes , seja pela ausência de fiscalização da qualidade do conteúdo abordado em sala. Ignorando, assim, a importância da educação financeira e tornando sua resolução cada vez mais complexa.
Ademais, é fundamental salientar a estrutura arcaica como potencializador da desvalorização do ensino financeiro. Sob esse viés, o filósofo Shopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica , outra causa do problema: se as pessoas não tem acesso a informação séria - parciais ou que não condizem com o contexto financeiro atual- sua visão será limitada, consequentemente uma população endividada permanecerá constante na sociedade brasileira, o que dificulta ainda mais sua solução.
Depreende-se, portanto, a necessidade de contornar esse entrave. Logo, cabe ao Ministério da Educação- orgão responsável por fiscalizar e promover a educação nacional- elaborar campanhas que atualizem a abordagem dos livros didáticos, tendo em vista os conceitos ultrapassados. Paralelamente, incentivar a formação de profissionais competentes. A fim de garantir um ensino de qualidade, assim, no futuro mitigar os males relacionados a problemas financeiros. Deste modo, garantindo a prerrogativa elencada na Magna Carta e cumprindo com o ‘‘contrato social’’.