A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/11/2021

O filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, de 2009, retrata a história de Rebecca, uma garota que adora fazer comprar e é levada à falência pelo seu vício. Entretanto, esse cenário não se limita à ficção. Hodiernamente no Brasil, o número de pessoas que sofre pelo endividamento é relevante e cresce diariamente. Isso deve-se à falta de visibilidade do tema fornecido nas mídias somada ao consumo acentuado.

Sob essa ótica, é importante ressaltar o descaso da temática nos canais midiáticos. Segundo George Orwell, “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa,”, desse modo, nota-se a influência massiva desses meios de comunicação na sociedade. Logo, vê-se que essa indução não se restringe às relações de consumo, ou seja, ela também interfere no comportamento do público em geral, moldando aos poucos a sociedade. Nessa lógica, é evidente que a atuação dos meios de divulgação de informação sobre  a importância da administração dos rendimentos, com ajuda da publicidade, instigaria os indivíduos a aprenderem sobre finanças, acarretando na diminuição do impasse.

Outrossim, o consumo exacerbado contribui para o obstáculo. De acordo com Zygmunt Bauman, “O problema não é consumir, é o desejo insaciável de continuar consumindo.”, posto isso, é notório que a elevada compra de itens tem, em sua maioria, consequências maléficas como a sobrecarga orgaçamental. Nesse viés, principalmente após o surgimento do cartão de crédito, no qual o banco oferece um limite mensal que é pago apenas no fim do mês, as pessoas têm excedido esse valor, comprando mais do que precisam, sem controlar seus gastos. Em suma, o indivíduo viverá refém desse hábito, com cada vez mais dívidas, promovendo então a perpetuação da advesidade.

Portanto, faz-se necessário que o governo federal, como instância máxima de administração executiva, atue em favor do povo, por meio da promoção de palestras em instituições públicas, que serão compartilhadas nas redes sociais governamentais, de modo que conscientizarão a população, diminuindo o óbice. Ademais, deve também o governo federal criar projetos de lei que obriguem a mídia a inserir publicidades sobre problemáticas públicas, como a precária educação financeira do povo brasileiro, a fim de minimizar o caso visto analogamente na ficção em “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”.