A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/11/2021
No livro “Utopia”, de Thomas More, é exposto um ambiente no qual a consciência coletiva e a eficiência do Estado são fundamentais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que a educação financeira apresenta um obstáculo para a sociedade. Nesse sentido, em virtude da negligência do Estado, como também da falta de responsabilidade da população, o problema é intensificado e agravado.
A priori, segundo o filósofo empirista John Locke, o Estado deve garantir à população o direito à educação. Contudo, quando se observa a negligência do Poder Público perante a educação financeira, nota-se que as ações do Estado vão de encontro ao que foi proposto por Locke, visto que o Brasil não tem políticas públicas capazes de melhorar a compreensão dos brasileiros com o ensino monetário. Assim, não é razoável que, embora tente se tornar um país desenvolvido, o governo continue negando um ensino financeiro de qualidade.
Outrossim, é indubitável que a população não tenha responsabilidade quando o assunto é dinheiro. Pois, segundo o G1, mais de 1/4 dos brasileiros não sabem administrar as finanças. Ademais, é comum que os pais passem o exemplo para os filhos, de acordo com uma pesquisa feita pelo curso de psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Então, futuramente, se a geração que está na escola não for instruída com a disciplina de educação financeira, essas crianças e adolescentes serão os novos devedores do futuro.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário que o país invista na educação monetária. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Economia, fornecer ensino financeiro, por meio de aulas obrigatórias para os alunos e palestras de trabalhadores do setor financeiro para os pais. Não apenas, faculdades de economia devem incentivar os alunos a darem dicas sobre economia em seus Instagrams, para alcançar um público maior. Em síntese, criar uma consciência coletiva e contar com a eficiência do Estado como em “Utopia”, de Thomas More, a fim de diminuir a desigualdade social no Brasil e tornar a futura geração mais consciente financeiramente.