A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/11/2021
É fato que para se ter um maior desenvolvimento de uma sociedade é imperioso que ocorra uma boa gestão pessoal de finanças. Entretanto, hodiernamente, o Brasil carece de um desenvolvimento educacional que favoreça o ensino financeiro. Esse exemplo é descrito na atualidade nos inúmeros casos de adultos com nomes no SPC ou SERASA, cerca de 41% desses cidadãos de maioridade se encontram endividados. Neste sentido, a ineficaz administração do dinheiro é enfatizada nas péssimas escolhas de consumo dos brasileiros e sua ignorância intelectual a respeito da solução do problema.
A princípio, vale salientar as péssimas escolhas de consumo do indivíduo como fator inerente a sua má administração de recursos monetários. Posto isso, de acordo com Guy Debord - Sociólogo Marxista Francês-, em sua teoria " sociedade do espetáculo", a romantização da propaganda e do entretenimento influenciam também no modo de consumo. Com este efeito, o indivíduo é seduzido por propagandas de produtos aos quais não possui poder aquizitivo para compra, mas que mesmo assim o adquire por plena ostentação. Portanto, esse processo de glamour ao espetáculo ocasiona sérios endividamentos para a população, sendo inadmissível que esse problema continue a perdurar.
Outrossim, vale destacar a ingenuidade intelectual do brasileiro sobre sua própria educação financeira. Esse contexto de desconhecimento é descrito por Paulo Freire em seu livro " Pedagogia do Oprimido “. Para o pedagogo, o ato de assimilar o que se é ensinado não está presente na mecanização da educação, mas na transposição da teoria à realidade. Sob esta ótica, a escola para educar de fato sobre finanças, preciso não somente a assimilação do conteúdo e programação positivista, mas sim a relação da teoria com a realidade. Dessa forma, para se ter a verdadeira credibilidade do conhecimento faz-se criterioso educar de modo certo.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, a fim de evidenciar a educação financeira nas escolas, é necessário que o Estado, por intermédio do Ministério da educação, traga reformas de ensino à rede pública, oferecendo mudanças escolares que influenciam dinâmicas escolas em grupo e de cotidiano, para que desse modo o conhecimento não seja somente teórico e passe a ser empírico. Dessa forma, o Brasil terá um maior desenvolvimento econômico e social, pois com a clareza de suas práticas o indivíduo passa a não ser manipulado e adquire controle sobre a própria vida.