A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/11/2021
A Crise de 1929 obteve como um dos seus causadores ampliação de crédito, levando os indivíduos, que não obtinham muito conhecimento sobre educação financeira, à má-organização e investimento do capital. Hodiernamente, essa mentalidade retrógrada continua. Nesse sentido, fica evidente que o cenário nefasto ocorre em razão tanto da ausência de incentivo do governo quanto do hábito familiar/social de possuir dívidas.
Sob essa perspectiva, é possível citar o conceito de Insituições Zumbis do sociólogo Zygmunt Bauman, no qual explicita que algumas instituições, como o próprio Estado, perderam suas funções sociais. Trazendo para o contexto inserido, o Estado, ao invés de garantir que seus cidadãos obtenham esclarecimentos sobre o modo de dispor seus bens, prefere não investir nessa temática.
Ademais, a normalização de dispor dívidas tornou-se algo quase cultural. Diante disso, conforme dados do Serasa, aproximadamente 62 milhões de brasileiros estão inadimplentes em 2021. Demonstrando assim, como é alarmante o número de cidadãos que não têm êxito em estruturar-se financeiramente. Sendo que, boa parte desses sujeitos, cresceram observando seus familiares a adquirir débitos ao decorrer da vida, o que os levou a não quebrar esse círculo vicioso.
Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para modificar essa situação. Logo, cabe aos Ministérios Federais a exemplo da Educação e Economia elaborarem uma campanha por meio de palestras com o intuito de educar econscientizar a população sobre essa questão. Só então, a sociedade terá maior conhecimento e organizará melhor suas posses.