A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/11/2021

Em 2019, um vídeo viralizou na internet após a jovem Bettina contar que já era milionária aos 22 anos de idade. Nessa perspectiva, percebe-se a relevância do indivíduo saber administrar seus gastos e ganhos. No entanto, no cenário brasileiro atual, essa não é a realidade de muitas pessoas, uma vez que nem todos tem acesso ao preparo econômico. Assim, a lacuna educacional e a cultura do imediatismo são os principais fatores que impedem que a educação financeira seja acessível à todo cidadão.

Nesse cenário, as condições educacionais impedem que as escolas tenham disciplinas de finanças. O filme ‘‘Pro dia nascer feliz’’, de João Jardim, retrata a rotina de estudantes de escolas públicas que sofrem com uma estrutura precária e a falta de professores, o que prejudica o processo de aprendizagem. Dessa forma, cabe afirmar que no sistema público, onde falta o básico para os alunos e educadores, o conhecimento financeiro é negligenciado pela ausência de alicerce para a implementação da prática. Logo, a falha no ensino público reforça a carência do ensinamento monetário.

Além disso, uma sociedade preocupada com o agora deixa de lado o controle de seus gastos. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman discute sobre como o indivíduo está pautado no prazer imediato e demonstra pouca preocupação com o futuro. Sob essa ótica, uma pessoa que anseia pela saciedade momentânea que o consumo proporciona não se atenta para os danos financeiros, como o acúmulo de dívidas, causados pela ação de compra. Com isso, o corpo social do presente não se interessa em buscar a sabedoria financeira para um futuro bem sucedido.

Portanto, a falha acadêmica e o fenômeno do imediatismo são obstáculos para a instrução econômica de todos. Desse modo, é papel do Ministério da Economia, órgão federal responsável pela administração do dinheiro público, juntamente com o Ministério da Educação, promover a educação financeira nas instituições de ensino, por meio da criação de uma disciplina de gestão de finanças na grade curricular obrigatória das escolas e universidades. Ainda, é dever do Ministério da Economia promover campanhas de controle de gastos, por meio de propagandas nas mídias sociais e oferta de cursos para a população que instruam sobre como gerir o dinheiro. Só assim, a realidade da população brasileira se aproximará da retratada por Bettina.