A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/11/2021

Na obra “O Grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utilizou célebres nuances de pinceladas para retratar o espanto nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esse sentimento faz-se presente no semblante populacional em detrimento da relevância da educação financeira na vida cidadã. Sob essa ótica, ressalta-se que a prevenção de inadimplências futuras e a construção do bem-estar diário exemplificam alguns impactos desse ensino na rotina social. Logo, rever as ações e a situação é imprescindivel para conhecer a importância temática e garantir qualidade de vida a todos os cidadãos.

Nesse tocante, enaltece-se que possuir entendimento sobre determinado assunto, como a didática econômica, influi, decisivamente, em condutas responsáveis. Acerca dessa linha, convém destacar o pensamento socrático, o qual afirma que os erros são consequências da ignorância humana. Assim, é válido observar que o desconhecimento acerca do valor do dinheiro, do empreendorismo e do orçamento monetário, ocasiona em comportamentos nocivos, marcados por contas atrasadas e por nomes negativados. De fato, cerca de 48% dos brasileiros adultos em 2020 estão irregulares juridicamente em razão do aumento das dívidas oriundas da desorganização das finanças, conforme dados do IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Sob esse viés, salienta-se que os hábitos adquiridos precocemente tornam-se essenciais na formação da qualidade de vida cotidiana dos indivíduos. A respeito dessa lógica, a inclusão da temática rentária na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) cria costumes conscientes em crianças e adolescentes. Em verdade, o saber adquirido na infância é capaz de mudar o comportamento geracional mediante cuidados diários com a renda. Em verdade, os jovens modernos buscam diversos assuntos financeiros, principalmente na internet, por exemplo, os vídeos do economista Thiago Nigro, uma vez que reconhecem a força da pedagogia econômica, obtida nas salas de aulas, no conforto do dia a dia.

Portanto, diante dos fatos supracitados, percebe-se que os efeitos que o discernimento monetário ocasionam nas pessoas contemporâneas. Então, urge das instituições formadoras de opiniões, tais como escolas, em parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), por meio de encontros semanais, fazer palestras educativas à comunidade- visto que atos coletivos transformam- a fim de esclarecer os impactos da incosciência financeira e incitar a aprendizagem. Outrossim, cabe ao Ministério da Economia , por intermédio de reuniões, destinar verbas públicas para campanhas ao povo e feirões de acordos no intuito de regularizar os débitos e estimular a responsabilidade. Destarte, a emoção ilustrada no quadro expressionista inexistirá nos rostos da população na época vigente.