A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/11/2021

A Constituição Federal de 1988, consta que a educação é um direito de todos e é dever do Estado promovê-la. No entanto, nota-se no Brasil o cumprimento parcial desse preceito, haja vista que os estudantes das escolas públicas carecem de ensino financeiro. Nesse sentido, os brasileiros não possuem uma formação devida para viver em um sistema capitalista, levando às consequências a sua saúde financeira.

Primeiramente, vale destacar o ensino financeiro como ferramenta importante para promover a inclusão. Contudo, uma pedagogia estatal tem uma abordagem supérflua sobre o capital, como desde os conceitos básicos até à aplicação ao mundo real, indo contra o conceito de educação transformadora do filósofo Paulo Freire, na qual deveria forma ter aptos para viver e sobressair no mundo. Prova disso, é que mais da metade dos brasileiros com 15 anos não sabe lidar com dinheiro, conforme diz a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Desse modo, em uma sociedade na qual o dinheiro é de extrema importância para sobreviver, uma população do Brasil deve aprender de forma autônoma, que gera problemas para a saúde financeira financeira domesticada.

Ademais, é necessário destacar o resultado que o desconhecimento financeiro causa à população. Segundo o sociólogo Freud, as ações aprendidas na infância refletem na vida adulta, que no caso do Brasil, é o que não foi aprendido. Nessa perspectiva, o ensino do Estado que forma e forma integrantes para a sociedade carente ou ausentes de sabedoria monetária, ingestão o alto número de devedores, que para o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) chega a quase 60 milhões de endividados.Outrossim, é importante pontuar a influência da mídia consumista, que induz a população a comprar através de formas de pagamentos na qual a pessoa não conhece a forma completa, como o exemplo de juros sobre os parcelamentos, com o valor aumentado exponencialmente. Assim, o brasileiro aprende como lidar com o dinheiro por meio desses tombos financeiros.

Portanto, fica clara a necessidade de promoção do ensino sobre o capital para todos os estudantes. Para isso, o governo federal, por intermédio do Ministério da Educação, deve inserir a educação monetária nos anos do ensino fundamental e médio, através da capacitação de profissionais para a coleta de matéria. Ainda assim, deve-se realizar uma simulação da vida real em escolas, através de jogos envolventes, empréstimos e investimentos. Destarte, fazendo com que todo o direito do cidadão pontuado pela Carta Magna prevaleça na sociedade, formando brasileiros mais capacitados para sobreviver na sociedade capitalista.