A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/11/2021
Djamila Ribeiro, filósofa e acadêmica brasileira, defende o ideal de que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Sob essa ótica, observa-se a pendência de muitas problemáticas ainda ignoradas na sociedade contemporânea, tal como o negligenciamento em relação à educação financeira no Brasil. Isso ocorre, seja pela ausência de informações, seja pelo selvagem consumismo que incorpora a modernidade. Logo, torna-se evidente que esse cenário deve ser solucionado com urgência.
A princípio, ressalta-se que há, na regente sociedade brasileira, uma carência informacional no que se refere ao uso adequado do dinheiro. Nesse sentido, é válido mencionar a série coreana “Porque esta é a minha primeira vida”, na qual o protagonista, devidamente ciente sobre o elo entre sua administração monetária e seu futuro, controla até mesmo os centavos de seus gastos mensais para manter uma boa qualidade de vida. Fora da ficção, a realidade enfrentada pelos brasileiros é outra, uma vez que grande parte da população se mantêm ignorante sobre a magnitude do planejamento financeiro. Desse modo, é essencial superar esse paradigma que prejudica diversos indivíduos.
Além disso, vale ressaltar a influência que a sociedade de consumo exerce sobre a forma individual de lidar com o dinheiro. De acordo com o Indicador de Consumo Consciente (ICC), somente 28,1% dos brasileiros são cidadãos que consomem com diligência. Isso porque, para o atual modelo econômico, a obtenção de produtos essenciais não é o bastante: é preciso estaleber uma boa aparência social, mediante a aquisição de bens que representem a têndencia do momento. Nesse aspecto, consoante o sociólogo alemão Karl Marx, “a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.” Logo, infere-se que o consumo descomedido fomentado pela busca do sentimento de aceitação, contribui para o descontrole financeiro que integra a civilização brasileira.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão dos desafios mencionados. Para isso, compete aos veículos midiáticos, a exemplo de televisões e redes sociais, a divulgação de propagandas e campanhas sobre a importância da educação financeira, por intermédio de debates realizados com economistas e outros profissionais da área. Espera-se, com essa medida, que a insuficiência de informações sobre o assunto seja gradativamente erradicada. Ademais, o Ministério da Educação deve promover a integração de matérias relacionadas ao consumo consciente na grade curricular dos estudantes, para que seja instaurada, desde cedo, a compreensão sobre as consequências do consumismo não ponderado. Assim, a ignorância sobre a educação financeira não será uma realidade do Brasil.