A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/11/2021

O Realismo, movimento literário brasileiro, surgido no século XIX, propôs a investigação do comportamento humano e denunciou problemas sociais. Na contemporaneidade, é relevante recuperar estes princípios, uma vez que a falta de educação financeira persiste atrelada à realidade do país, seja pela despreocupação governamental em implementar tais ensinamentos nas escolas, seja pela alienação gerada com a ausência de consciência monetária. Desta maneira, evidencia-se a necessidade de promover melhorias neste âmbito de modo a assegurar que tal chaga social seja solucionada.

A princípio, vale destacar que com o advento da Revolução Industrial, desde o século XVIII, a oferta de produtos e o comércio entre os povos aumentou em escala exponencial. Entretanto, apesar do cenário estar mudando, a ausência de uma educação financeira contribui para que a mentalidade dos indivíduos não acompanhe - de forma consciente - tais transformações. Isto acontece, pois, com a ampliação das possibilidades de compra, a tentação para se adquirir artefatos desnecessários é muito grande. Deste modo, tal realidade aliada a inoperância das esferas de poder em garantir a instrução financeira de seu povo contribui para um consumo exacerbado e, muitas vezes, além do que as condições do indivíduo permitem, já que sem uma preparação escolar adequada pouco se sabe sobre como  garantir que o dinheiro creditado seja maior que o debitado.

Ademais, é impresciendivel salientar que, como consequência da desinformação monetária em larga escala, a sociedade forma, cada vez mais, cidadãos alienados quanto às próprias finanças e a seus respectivos poderes de compra. Tal questão ocorre, uma vez que, sem instruções de como economizar o dinheiro e como aplica-lo corretamente, muitos indivíduos ficam alheios às próprias condições e se tornam excelentes vítimas para enganadores e golpistas. Desta forma, a importância da educação financeira, para a vivência em sociedade, torna-se inquestionável, visto que esta implica diretamente na segurança dos indivíduos. Tal realidade, em virtude disso, pode ser ilustrada pela trilogia “Até que a sorte nos separe”, em que o personagem principal, em mais de uma ocasião, alienado quanto às suas riquezas, coloca em risco seu futuro financeiro e o bem-estar de sua família.

Evidencia-se, por conseguinte, que reverter tal cenário vigente por meio da educação monetária da população torna-se essencial no combate à alienação da sociedade. Portanto, para isso, cabe ao Governo federal, em parceria com o Ministério da Educação, promover, por meio da criação de palestras regulares nas escolas com a participação de economistas didaticamente preparados, o ensinamento sobre o manejo das finanças, para que as crianças aprendam, desde pequenas, a fazerem bom uso do que ganham. Assim, novas gerações se formaram mais conscientes e tais mazelas serão erradicadas.