A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/11/2021
De acordo com a artigo 205 da Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. No entanto, esse princípio não esta sendo cumprido em sua totalidade. Visto que tem se negligenciado a importância da educação financeira. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a indústria cultural, bem como a inserção do tema nas escolas. Por isso, medidas são fundamentais, com vistas a mitigar essa problemática.
Primeiramente, conforme o filósofo Émile Durkhein, no fato social, são valores, estruturas e normas culturais que transcendem o indivíduo e podem exercer o controle social, como a indústria cultural. Nessa conjuntura, desde a Revolução Industrial, o indivíduo passou a fomentar de maneira inconsciente objetos de consumo, em consequência, o endividamento da população é cada vez maior, destacando-se a importância da educação para evitar o desenvolvimento de problemas psicológicos como a depressão. Desse modo, ações são essenciais para reverter esse cenário.
Em segundo plano, consoante Jean Jacques Rousseau, na ineficácia do Estado, este (dotado de poderes pelo povo) deve resolver todas as questões públicas, como a inserção da educação financeira nas instituições de ensino. Nesse viés, conforme a emenda à Constituição Federal aprovada em 2016, limitou-se, por 20 anos, o investimento em áreas basilares, como a educação. Em decorrência, o cidadão não é preparado a se organizar e a investir, acarretando um crescimento de inadimplência e uma recessão econômica. Dessa maneira, são necessárias intervenções para resolver esse problema.
Portanto, o Estado - como instância máxima da administração nacional - deve promover a inserção do ensino financeiro, por meio de palestras e atividades, e assim conscientizar a população a planejar sua vida financeira e mudar o padrão imposto pela indústria cultural, com a finalidade de evitar o endividamento e a estagnação econômica.