A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/11/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu 6° artigo, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado, com ênfase, na prática, quando se observa a educação financeira dos indivíduos, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectica, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de educação financeira no país. Nesse sentido, é uma disciplina que não é ensinado nas escolas e esse conhecimento dificilmente chega até jovens e adultos, que só aprendem a administrar dinheiro após morarem sozinhos e encontram muitos problemas. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação.
Ademais, é fundamental apontar o baixo poder aquisitivo como impulsionador da educação financeira no Brasil. No seriado estadunidense “Todo mundo odeia o Chris”, o pai do protagonista precisa ter dois empregos para conseguir custear as despesas da família. Diante de tal exposto, o salário mínimo do brasileiro também apresenta dificuldades para suprir as necessidades das famílias, tornando mais indispensável um bom planejamento financeiro. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, crie projetos (online e preseciais) de educação financeira que incluam todas as faixas etárias, de ensino médio até aposentados, a fim de melhorar o planejamento financeiro dos cidadãos. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais organizada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.