A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/03/2022
A crise de 1929 impactou drasticamente a vida das famílias americanas, encurraladas pelo desemprego e pela pobreza. Na contemporaneidade, as variações na economia continuam influenciando no estilo de vida do cidadão brasileiro. No entanto, a ausência de controle sobre os gastos somada ao conhecimento ínfimo sobre o assunto impedem o avanço da educação financeira. Portanto, é fundamental debater a problemática, a fim de atenuar os seus efeitos.
Nesse sentido, utilizar o dinheiro de forma compulsiva pode gerar dívidas exorbitantes e comprometer o Cadastro de Pessoa Física (CPF) do indivíduo. Conforme o site de notícias ‘‘R7’’, o endividamento atinge 74% das famílias brasileiras. Dessarte, essa situação cria um ciclo e aprisiona, especialmente, os consumistas. Dessa maneira, o ilustre filósofo Friedrich Hegel aborda acerca da ‘‘Dialética do Senhor e do Escravo’’ em que o senhor apenas possui esse título pela existência do escravo. Analogamente, o comprador obsessivo é dominado por um vício, pois existe uma falha comportamental, tornando-o cativo de suas vontades.
Ademais, a desinformação no que concerne ao sistema financeiro demonstra a negligência governamental. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Suécia é um dos países que mais investem em alfabetização econômica nas escolas. Em vista disso, o Brasil deveria seguir os exemplos das nações desenvolvidas, contudo, a inobservância do Estado corrobora o panorama de atraso. Logo, a exímia escritora Simone de Beauvoir afirma que o pior dos problemas sociais é quando a sociedade habitua-se a eles. Destarte, é importante uma mudança nessa realidade obsoleta para combater a ignorância.
Em síntese, a emergência em pugnar os fatos supracitados requer medidas do Ministério da Educação (MEC), concomitantemente com o Ministério da Saúde, com o intuito de coibir transtornos psicológicos e, consequentemente, a inadimplência. Desse modo, urge criar campanhas, mediante as mídias sociais, como Instagram, alertando sobre os perigos do descontrole, além de oferecer auxílio médico, com a ajuda de psiquiatras e psicólogos. Outrossim, o MEC deverá adicionar na grade curricular conteúdos sobre finanças, por meio de profissionais capacitados, a fim de formar cidadãos responsáveis e evitar que ocorra uma ‘‘Grande Depressão’’.