A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/11/2021

No filme “Até que a sorte nos separe”, é retratado a história de uma família que se torna milionária após ganhar um bilhete de loteria. Ao longo da trama, Tino acaba levando uma vida de ostentação e consumista ao lado da sua esposa, consequentemente, em poucos anos eles ficam endividados e entram em falência. De maneira análoga, fora da ficção, observa-se essa falta de planejamento orçamentário na conjuntura dos cidadãos brasileiros, uma vez que a educação financeira é precária no país. Logo, faz-se preciso analisar não só a negligência estatal como também má influência midiática, sendo elementos propulsores do revés.

A princípio, é valido destacar que as escolas não capacitam os indivíduos o bastante para aprender gerenciar questões financeiras, devido a negligência do poder público. Desse modo, Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, afirma que as intuições escolares precisam abandonar a metodologia tecnicista, dando lugar a construção transformadora, embasada na conscientização social. No entanto, os espaços educativos ,por vezes ,ao passo que prioriza o conhecimento básico sobre finanças, abordado em matérias como Geografia e matemática, que por sua vez não preparam os alunos suficientemente para um controle e gerenciamento financeiro na vida adulta, o qual ocasiona uma população inexperiência em lidar com dinheiro e aos impulsos consumistas. Sendo assim, é necessário ir ao encontro ao pensamento de Freire, na qual a conduta escolar precisa ser revista.

Ademais, a má influência midiática é mais um fator que intensifica o problema. Nesse viés, o documentário “Dilemas da Redes”, transmitido pela Netflix, enfatiza que a sociedade é manipulada contidamente através dos algoritmos das mídias sociais, com isso os aplicativos mostram produtos, de acordo com cada perfil, incentivando discretamente a pessoa comprar. Nessa lógica, é possível perceber a manipulação midiática, que corrobora com uma cultura consumista, vigente na saciedade atual. Dessa forma, as pessoas com má administração financeira acabam se endividando, por causa de seus hábitos de consumo excessivo e da influência das redes sociais. Assim, é necessário que a mídia faça valer o seu poder influenciador com vistas à edificação dos sujeitos quanto a questão do ensino financeiro e o controle consumista.

Portanto, é extrema relevância que haja caminhos para debater a importância de ter uma educação financeira. Para tanto, o Ministério da educação deve reformular a base nacional comum curricular em foco da implantação de novos conteúdos voltados à educação financeira, por meio da contratação de professores capacitados para dá acerca do tema e disponibilizar, por exemplo, um curso técnico de administração financeira, a fim de promover um ensino efetivo sobre finanças para os alunos.