A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/11/2021

Na obra “O Grito”, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utilizou célebres nuances de pinceladas para retratar o espanto nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esse sentimento faz-se marcante no semblante populacional em detrimento da relevância da educação financeira na vida cidadã. Sob essa ótica, ressalta-se que a prevenção de inadimplências futuras e a construção do bem-estar diário exemplificam alguns impactos desse ensino na rotina social. Logo, rever as ações e a situação é imprescindível para conhecer a impotância temática e garantir qualidade de vida a todos os cidadãos.

Primeiramente, enaltece-se que o entendimento sobre determinado assunto, como a didática ecônomica, influi, decisivamente, em condutas responsáveis. Acerca dessa linha, convém destacar o pensamento socrático, o qual afirma que os erros são consequências da ignorância humana. Assim, é válido observar que o desconhecimento acerca do valor do dinheiro e do orçamento monetário ocasiona comportamentos nocivos, marcados por contas atrasadas e nomes negativados. Desse modo, a insciência rentária torna-se perigosa na realidade da nação, já que 48% dos brasileiros estão irregulares juridicamente em razão do acúmulo de dívidas oriundas da desorganização das finanças pessoais, conforme dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Nesse tocante, salienta-se que os hábitos adquiridos precocemente são essenciais na formação da qualidade cotidiana dos indivíduos. Sob esse viés, nota-se que consoante o filósofo pragmático John Dewey, é primordial o acesso variado as áreas do conhecimento para o processo de criação social democrático. Seguindo esse raciocíonio, o objetivo da inclusão da temática rentária na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), adotada em 2021, é a mudança de comportamentos geracionais e costumes erronêos atuais, como o descontrole salarial e a desvalorização do dinheiro no dia a dia. Então, a orientação rentária, inclusive desde da infância, impacta as atitudes diárias e o conforto da sociedade.

Portanto, diante dos fatos supracitados, percebem-se os efeitos que o discernimento monetário ocasionam nas pessoas contemporâneas. Então, urge das instituições formadoras de opiniões, tais com escolas, em parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), por meio de encontros semanais, fazer plaestras educativas à comunidade- visto que atos coletivos transformam- a fim de esclarecer os impactos da inconsciência financeira e incitar a aprendizagem. Outrossim, cabe ao Ministério da Economia, por intermédio de reuinões, destinar verbas públicas para campanhas ao povo e feirões de acordos no intuito de regularizar os débitos e estimular a responsabilidade. Destarte, a emoção ilustrada no quadro expressionista inexistirá nos rostos da população na épova vigente.