A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/11/2021
O filme nacional “Até que a Sorte nos Separe” narra a história de uma família que ganha na loteria, mas perde todo o dinheiro em pouco tempo. Apesar da comédia tratar a incapacidade de administrar finanças de forma hiperbólica, esse problema é realidade para muitos brasileiros. Dessa forma, é evidente a importância da educação financeira na vida dos cidadãos, pois tem como efeito a estabilidade financeira básica para trabalhadores, porém de uma forma realista.
Em primeira análise, é fato que a educação financeira auxilia os trabalhadores a terem algum conforto, já que muitos não possuem condições financeiras plenas. Segundo Marx e Engels em sua obra “O Manifesto do Partido Comunista”, o proletariado, que representa a maior parte da população, precisa vender sua força de trabalho para sobreviver. Sendo assim, o assalariado não recebe o valor integral do que foi por ele produzido, mas sim o que resta dessa quantia após o desconto do lucro do patrão. Assim, o produto dessa operação, que recebe o nome de “mais valia”, é a fonte de renda mensal do proletário. Apesar desse valor costumar ser abaixo do ideal para um padrão de vida razoável, a educação financeira pode ser uma ferramenta para um melhor aproveitamento desse salário. Por isso, essa iniciativa pode ser uma forma do cidadão conquistar sua dignidade.
Em segunda análise, a educação financeira oferece ao cidadão uma visão realista e crítica do seu cotidiano. Ao contrário do fenômeno do “coaching”, que está em ascensão e promete uma fórmula mágica para o enriquecimento de qualquer pessoa, o que é improvável em uma sociedade com pouca mobilidade social, o ensino da administração de finanças situa o trabalhador da própria condição. Tal fator é exemplificado pelo canal no YouTube sobre educação financeira “Nath Finanças”, que além de ensinar de forma acessível como ministrar economias pessoais e como usar recursos para economizar de maneira inteligente, também realiza uma crítica aos “coachs”, conscientizando seu público de coisas que podem ser prejudiciais, uma vez que exige um investimento, entretanto não garante um retorno.
Por conseguinte, é nítido que a educação financeira é necessária para a estabilidade e consciência crítica do cidadão. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação promover a educação financeira nas escolas. Por meio da inserção da disciplina na Base Curricular Comum e pela abordagem do assunto por profissionais da economia, que devem ser preparados para atuar em salas de aula, crianças e adolescentes chegarão à vida adulta sabendo administrar seu dinheiro, e consequentemente terão uma vida mais estável financeiramente.