A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/11/2021

Na série “Round 6”, veiculada na plataforma de streaming Netflix, remonta a busca incessante por dinheiro que envolve um grupo de pessoas endividades presente em uma competição desumana. Fora da ficcção, essa representação distópica da realidade financeira populacional, faz-se perceber a importância da educação financeira no âmbito social brasileiro. Dessa maneira, afim de mitigar os males relativos a essa problemática, é importante analisar a falha educacional e a má influência midiática.

Sob esse viés, vale ressaltar que, consoante ao filósofo prussiano Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Desse modo, o conteudismo escolar, faz com que os indivíduos tenham um raso contato com matérias relacionadas a temas finaceiros, fazendo com que os alunos não tenham uma visão crítica do cenário socioeconômico brasileiro, condicionando, assim, a população a um quadro de inabilidade finaceira, evidenciando, portanto, a importância da educação financeira no âmbito escolar.

Ademais,  vale destacar que, na  música “Billionaire”, do cantor americano Bruno Mars, a narrativa de uma vida consumista que o eu lírico deseja ter quando se tornar bilionário, evidencia a mentalidade capitalisma presente na sociedade. Nesse sentido, percebe-se como a má influência midiática contribui para o endividamento populacional, uma vez que, as propagandas veiculadas em redes sociais e emissoras televisivas, induzem os indivíduos a comprar cada vez mais, sem pensar se os ítens adquiridos são realmente necessários.

Portanto, a fim de democratizar o acesso a educação financeira, é necessário que o governo federal, por meio do Ministério da Educação, promova a inserção da educação finaceira como conteúdo fundamental nas instituições de ensino, a fim previnir situações de endividamento e preparar os alunos para o contexto socioeconômico brasileiro. Também faz-se necessário que o Ministério da Economia, promova a discussão ligadas a educação monetária, por meio de palestras que tratem do bom aproveitamento do dinheiro, a fim de levar as população a “pensar duas vezes” antes de gastar sua renda com produtos desnecessários. Só assim, a realidade distópica retrata da série supracitada se distanciará do contexto social brasileiro.