A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/11/2021
Na obra, “O Grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utiliza célebres nuances de pinceladas para retratar o espanto nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esse sentimento faz-se marcante no semblante populacional em detrimento da relevância da educação financeira na vida cidadã. Sob essa ótica, ressalta-se que a prevenção de inadimplências e a construção do bem-estar diário exemplificam alguns impactos desse ensino na rotina social. Logo, rever as ações e a situação é imprescindível para conhecer a importância temática e garantir qualidade de vida a todos os cidadãos.
Primeiramente, enaltece-se que o entendimento sobre determinado assunto, como a didática econômica, influi, decisivamente, em condutas responsáveis. Acerca dessa linha, convém destacar o pensamento socrático, o qual afirma que os erros são consequências da ignorância humana. Assim, é válido observar que o desconhecimento acerca do valor do dinheiro e do orçamento monetário ocasiona comportamentos nocivos, marcados por contas atrasadas e nomes negativados. Desse modo, a insciência rentária torna-se perigosa na realidade da nação, já que 48% dos brasileiros estão irregulares juridicamente em razão do acúmulo de dívidas oriundas da desorganização das finanças pessoais, conforme dados do IPEA (Insituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Nesse tocante, salienta-se que os hábitos adquiridos precocemente são essenciais na criação da qualidade cotidiana. Sob esse viés, nota-se que, consoante o filósofo pragmático John Dewey, é primordial o acesso variado às áreas do conhecimento para a formação democrática. Seguindo esse raciocínio, a privação do saber econômico ocasiona costumes errôneos no dia a dia, como a falta de planejamento salarial e a desvalorização dos preços. Então, a inclusão da disciplina rentária na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) gera mudanças nas atitudes geracionais, uma vez que a orientação desde a infância impacta as práticas diárias dos recursos capitais e o conforto social.
Portanto, diante dos fatos supracitados, percebem-se os efeitos que o discernimento monetário ocasionam nas pessoas contemporâneas. Então, urge das instituições formadoras de opiniões, tais como escolas, em pareria com ONGs (Organizações Não Governamentais), por meio de encontros semanais, fazer palestras educativas à comunidade - visto que atos coletivos transformam - a fim de esclarecer os impactos da inconsciência financeira e incitar a aprendizagem, Outrossim, cabe ao Ministério da Economia, por intermédio de reuniões, destinar verbas públicas para campanhas ao povo e feirões de acordos no intuito de regularizar os débitos e estimular a responsabilidade. Destarte, a emoção ilustrada no quadro expressionista inexistirá nos rostos da população na época vigente.