A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê o direito à educação como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Sob esse viés, conquanto o tópico seja assegurado na teoria, na prática não repercute com ênfase ao se observar os desafios da educação financeira no Brasil. Dessa forma, faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuem para o caso, como a falha educacional e a influência midiática.
Em primeira análise, observa-se que a ausência de medidas governamentais possui íntima relação com a falha educacional. Nesse prisma, é visto que nas instituições de ensino do Brasil, a educação financeira é um assunto pouco abordado e, muitas das vezes, esquecido, o que corrobora para uma sociedade leiga economicamente. Sendo assim, essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, uma vez que o Estado não garante aos cidadãos o gozo de direitos fundamentais, como o direito à educação financeira, o que, infelizmente, é visto no país.
Outrossim, é importante apontar a influência midiática como impulsionadora dos desafios da educaçao econômica no Brasil. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, “aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia direta não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica”. Entretanto, a sociedade atual contraria esse pensamento ao não fazer uso dos veículos de comunicação, como as redes sociais, para espalhar o conhecimento e impulsionar a educação financeira. Isso posto, é substancial a mudança desse quadro para a consolidação de um corpo socioeconômico ativo.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessário que o Governo - órgão responsável por gerir e por organizar a sociedade -, adicione, por meio de políticas educacionais, a educação financeira como um componente curricular, a fim de impulsionar a economia do país. Concomitantemente, cabe ao Poder Executivo propagar anúncios sobre como se estabilizar e economizar financeiramente. Fazendo isso, o Estado estará cumprindo o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.