A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/11/2021
Na produção cinematográfica “Até que a Sorte nos Separe” é desenvolvida a história de Tino e sua família após ganharem na Mega-Sena, mas mesmo detendo um prêmio tão grande ele acaba perdendo todo o dinheiro ao gastá-lo sem responsabilidade. Apesar de se tratar de uma obra ficcional essa representa a realidade de muitos brasieiros, que muitas vezes não possuem um planejamento de como gastar o dinheiro e acabam ficando endividadas. Ademais, mesmo se tratando de um assunto fundamental para a sociedade, observa-se no Brasil um expressivo descaso por parte do governo com a educação financeira, corroborando em um alto número de pessoas endividadas.
O conceito de “banalidade do mal”, de Hannah Arendt, se trata da incapacidadede refletir sobre determinada ação considerada má, à medida que tal conceito, de certa forma, já faz parte do conjunto de valores ou da cultura de determinado local. Outrossim, onserva-se que esse descaso governamental em meio a situação da educação financeira na sociedade, se trata de um efeito colateral de uma cultura de constante indiferença com os problemas, contribuindo para a formação de indivíduos incapazes de planejar suas economias. Ademais, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico nota-se que mais da metade da população jovem do país não possuem conhecimentos fundamentais de como se organizar financeiramente.
Além disso, por conseguinte de tal negligência acerca do ensino financeiro, verifica-se um dos maiores impactos do mesmo: os altos índices de endividamento. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no ano de 2021 cerca de 71,4% do brasileiros estão endividados, apresentando um elevado aumento quando comparado aos índices do ano de 2018 que eram 41% da população.
Portanto, devem ser tomadas medidas urgentes tendo em vista melhorar a situação da educação financeira em meio a sua grande importância. Em primeiro lugar cabe ao Ministério da Educação, por meio de um reajuste na Base Nacional Comum Curricular, tornar a educação uma matéria independente de outras áreas. Tal reajuste fará com que a matéria de “controle de finanças” se torne mais autônoma, não sendo mais vinculada a outras matérias, dessa forma essa se tornará ainda mais específica e objetiva. Ademais, também será responsável por trazer uma visão mais crítica em relação a formação acadêmica dos proficionais de ensino. Dessa forma a população brasileira terá o preparo necessário para organizar suas finanças, diminuindo gradativamente o número de pessoas endividadas.