A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/11/2021
Na série “Round 6” produzida pela Netflix, é retratada centenas de pessoas em vidas difíceis - pesadamente endividadas - convocadas por uma organização secreta para se juntar a uma série de jogos que prometem ganhar bilhões de wones em dinheiro. No entanto, esta é apenas uma desculpa para os competidores entrarem em uma competição feroz e implacável de vida ou morte. Neste jogo, vale tudo: enganar, trair e sabotar para serem os sobreviventes no final do jogo. Nesse sentido, o longa-metragem revela uma questão contemporânea influente: a dívida contínua de grande parte da população. Ou seja, o contributo da educação financeira representa que a única perspetiva de resolução desta situação, são elas: mudar a forma de pensar e o comportamento dos cidadãos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o alto índice de inadimplência está relacionado à falta de esclarecimento por parte das pessoas físicas no momento das compras. Nesse sentido, segundo dados do banco de dados privado Serasa, atualmente existem mais de 60 milhões de brasileiros em dívida. Portanto, pode-se inferir que os hábitos de consumo muitas vezes são inconsistentes com o faturamento. Portanto, a “paralaxe” deve ser exercida. Este conceito foi criado pelo filósofo contemporâneo Slavoj Zizek e define a capacidade de encontrar novas perspectivas para interpretar a vida. Em suma, só com o conhecimento da educação financeira é que é possível mudar os hábitos de consumo dos civis, porque as pessoas vão entender melhor o seu poder aquisitivo.
Nessa perspectiva, se implementado em conjunto com a democratização da educação financeira, o novo senso de realidade só terá impacto nas mudanças de comportamento. Ao mesmo tempo, Paulo Freire, o patrono da educação brasileira, enfatizou a necessidade de implementar a “educação produtiva” nas escolas. Nessa perspectiva, é necessário inserir conceitos práticos no currículo escolar para permitir que os indivíduos ganhem autonomia em sua vida fora da escola. A partir disso, ao mudar hábitos de consumo destrutivos, a educação financeira é uma espécie de conhecimento fecundo que permitirá ao brasileiro agir para livrá-lo das restrições à qualidade de vida que podem ser causadas pelo endividamento.
Portanto, diante do quadro acima, com o objetivo de ampliar a cobertura da educação financeira e sua contribuição para a sociedade, o Ministério da Educação, responsável pela construção social crítica, atua com sua secretaria para promover a difusão da educação financeira no Brasil. Um projeto de lei que deve ser aprovado pela Câmara dos Deputados possibilita que tais ações mudem as diretrizes e os fundamentos da educação nacional, incluindo a impossibilidade de implementação da educação financeira em todas as escolas estaduais públicas ou privadas.