A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/11/2021
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 6º, garante a todos os indivíduos o direito à educação, entretanto, na atual realidade brasileira percebe-se que não há o cumprimento de tal garantia, pricipalmente no que se refere à garantia de acesso a educação financeira. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é necessário analisar a negligência estatal e a educação brasileira.
A princípio, vale destacar a insuficiência do Estado, a qual contribui para a manutenção do quadro de ausência da didática monetária. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Poder Público é responsável pelo bem-estar da população brasileira. Porém, ao observar-se a concentração de jovens e adultos sem o ensino básico econômico, é indiscutível que tal premissa não é valorizada no Brasil. Desse modo, cabe salientar que essa má atuação estatal impulsiona o processo de exclusão social, ameaçando os direitos civis do cidadão dentro de uma democracia constitucional, impedindo a construção de uma cidadania capaz de consagrar os direitos humanos. Logo, é indubitável conciliar o pensamento de Thomas com o atual Estado, para a formação de uma comunidade lúdica e respeitada.
Ademais, alude-se o pensamento do intelectual Paulo Freire, ao evidenciar-se que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa ótica, é importante que a instrução financial esteja presente no ensino básico, haja vista que para administrar-se o próprio dinheiro, deve-se usufruir do conhecimento básico da educação pecuniária, visto que é através dela que o dinheiro passa a ser utilizado com inteligência. Tal afirmação, é comprovada pelo dado revelado pelo Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), ferramenta que faz diagnóstico da situação financeira do brasileiro, o qual revela uma estimativa de que 69,4% da população brasileira, detêm gastos iguais aos seus ganhos ou gastam mais do que ganham. Dessa forma, para a consolidação da harmonia social, faz-se premente, inserir o discurso de Freire no século XXI.
Portanto, é mister que os direitos da população sejam assegurados, urgindo que o Ministério da Economia crie, por intermédio de parcerias público-privadas, incentivadas por vebas governamentais, campanhas publicitárias nos espaços públicos e nas redes sociais, capazes de instruir a população sobre suas garantias como cidadãos nativos do Brasil, advertindo por meio de anúncios publicitários os deveres estatais para com a sociedade, notificando a mesma que crie o hábito de procurar assistência social, isso é sempre que seus direitos forem ameaçados. Assim, os ideais inalcançaveis não mais serão instrumentos segregadores e, finalmente, será perceptível uma situação adepta à significativa disciplina numerária na vida dos brasileiros, tal como é assegurada pela Constituição Federal brasileira.