A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/09/2022
A Constituição Federal, de 1988, prevê a todo cidadão o direito à saúde, segurança e educação de qualidade. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado permite que a baixa qualidade do ensino financeiro seja a causa de muitos problemas sociais. Nesse sentido, a fim de buscar meio de combatê-las, convém analisarmos as principais causas desse revés.
Diante desse cenário, vale ressaltar o comportamento consumista da população como um fator agravante ao tema. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o consumo exessivo como uma forma compensatória para ober prazer é uma das principais características da pós-modernidade. Sob tal ótica, nota-se que o consumo deixa, cada vez mais, de se relacionar as necessidades humanas e passa a simbolizar uma espécie de “status social” que traz aos indivíduos uma falsa sensação de realização ao adiquirirem um item de luxo somente para demonstrar para a sociedade que são capazes de ter o desejado produto de marca famosa. Dessa maneira, o que se perpetua na realidade brasileira são pessoas que não conseguem controlar os seus gastos pessoais e entram numa situação de endividamento.
Além disso, é preciso atentar para a falha no sistema de ensino presente na questão. Para Immanuel Kant, o homem resulta da educação que teve. Tal perspectiva aponta para a lacuna educacional presente na gestão financeira dos cidadãos, visto que por falta de instrução escolar muitos jovens não conseguem fazer um planejamento adequado de acordo com suas realidades, e percebem que estão fazendo isso errado somente quando não conseguem mais pagar as próprias dividas. Desse modo, urge que a base educacional seja repensada.
Portanto, o governo federal deve implementar de forma consistente a educação monetária na rede de ensino, por intermédio de programas educativos nos quais irão ter profissionais que orientarão o aluno a como gerenciar seu dinheiro e como ter um estilo de vida condizente com sua realidade. Espera-se, com isso, que os problemas sociais gerados pela falta de planejamento econômico sejam reduzidos, e que, assim, sejam garantidos os direitos sociais previstos na constituição brasileira.