A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 24/01/2022

Na obra “O Príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois a importância da educação financeira na vida do cidadão se encontra fragilizada, instituindo um grave problema que, por debilidade reflexiva dos regentes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe verificar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país.

Sob esse panorama, percebe-se que a sociedade não dispõe de meios que assegurem os termos presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todos têm direito a uma educação eficiente. Porquanto, de acordo com Mc Sid, um dos maiores críticos da atualidade brasileira, o governo não investe nas causas essenciais da federação, tendo por base a dignidade da pessoa humana. Com isso, diante de tal fato, dificulta-se a consolidação da isonomia constituinte em decorrência da carência de ações que efetivem a importância da educação financeira, não vinculada pela falta de aprendizagem monetária nos centros educacionais. Nesse sentido, a escassez de aplicação de recursos na área educacional demonstra a inércia estatal do país e o descaso com os cidadãos, restritos dos benefícios sociais, por exemplo, a sapiência de gerir finanças pessoais. Destarte, o problema perdura no Brasil.

Ademais, é perceptível a lacuna informacional, acarretada pelos veículos noticiosos, como mais um agente responsável pela calamidade em debate. Nesse contexto, vale salientar, o filósofo Sócrates, que afirma que os erros são consequência da ignorância humana. De maneira análoga, os brasileiros, desinformados perante a importância da educação financeira, como a beneficência da economia e do investimentos para a garantia da segurança de renda, limitam-se a extinguir o impasse, por meio da não valorização financista. Assim, nota-se que o estado de alienação pública, vinculado pela quebra da função da mídia, a qual assume o papel de grande difusora de informação, restringe a sociedade ao conhecimento financeiro, recorrente à pouca relevância que o tema recebe em âmbito midiático, agravando o afinco da temática. Logo, vê-se a importância informativa para reverter o estorvo.

Portanto, fazem-se necessárias ações que atenuem esse quadro caótico. Para isso, cabe ao governo federal, administrador executivo do país, a introdução da educação financeira no currículo educacional de todas as escolas, mediante verbas do cofre público, com o fito de efetivar a importância do saber monetário e prevenir a violação dos direitos sociais inerentes. Além disso, ele deve providenciar campanhas midiáticas que politizem o corpo social acerca dos benefícios do gerenciamento de renda. Deste modo, será possível minimizar o óbice em pauta e consolidar os preceitos obra de Maquiavel.