A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/02/2022
Na produção cinematográfica nacional “Tô Ryca” é ironizada a relação do brasileiro com o dinheiro, quando uma jovem da periferia herda milhões e faz usos peculiares do capital. Apesar da sátira ser uma obra ficcional, o despreparo da população para lidar com finanças é preocupante e real. Isso ocorre devido à ausência da educação financeira no ciclo básico das escolas e à falta de propagandas que visem disseminar boas práticas econômicas. Desse modo, tal conjuntura é incabível e merece um olhar mais crítico a fim de sua dissolução.
Em primeira instância, é válido salientar que as escolas públicas não capacitam os jovens sobre finanças. Segundo o filósofo Wittgenstein, “os limites do conhecimento estabelecem os limites do mundo”. Em outras palavras, um indivíduo limita-se a vivenciar aquilo que ele conhece, assim, a ausência da disciplina de educação financeira no ensino básico motoriza a escassez de brasileiros que detêm o domínio sobre seu próprio dinheiro e o uso dele. Dessa forma, sem orientar os jovens, cria-se adultos que não investem, não planejam os gastos e, por conseguinte, endividam-se. Logo, a ausência da educação financeira desde a tenra idade nas escolas é uma grande responsável por uma população improfícua para lidar com suas finanças.
Além disso, cabe abordar que a deficiência de propagandas sobre a temática na mídia de grande alcance dificulta uma boa formação financeira no país. Parafraseando o livro “Mein Kempf”, do autor Adolf Hitler, a propaganda é o meio de informação mais poderoso que existe. Ou seja, o contrário do supracitado é que a pouca publicidade sobre como tratar de dinheiro e como conseguir mais formação sobre finanças propicia a desinformação e a falsa impressão que dinheiro não é um tema que merece estudo. Dessa maneira, sem os comerciais suficientes para munir o povo com educação financeira os brasileiros segue sem informação.
Depreende-se, portanto, a necessidade da adoção de medidas para mitigar a indigência da educação financeira no Brasil. Para tanto, urge que o Ministério da Educação promova a adição da disciplina de educação financeira na grade curricular em todo o território, com oficinas e aulas semanais que ensinem sobre planejamento de gastos, investimentos, tipos de renda e afins. Com projetos práticos, como campanhas fora da escola com cartazes de “Você sabia?”. Por meio das escolas públicas e particulares no ensino básico para que a população verde-amarela seja proeficiente em finanças e possa, com isso, agir com responsabilidade e sabedoria diante do dinheiro. Só assim, obras como “Tô Ryca” não passarão da ficção.