A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/02/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de problemas e conflitos. Entretanto, o que acontece na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de educação financeira impede a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de abordagem sobre o assunto em ambiente escolar quanto da carência de diálogos entre filhos e seus responsáveis. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que o empecilho deriva da falta de recursos escolares que auxiliem os jovens a cuidar do seu dinheiro. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais de 40% da população brasileira terminou 2018 devendo dinheiro e com o nome sujo. Diante disso, a falta da educação financeira na vida dos jovens, ocasiona a entrada na vida adulta sem noção de como lidar corretamente com o setor financeiro. Diante disso, torna-se necessário uma reformulação educacional de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a escassez de diálogo dentro do ambiente familiar como promotor do problema. Segundo estudo da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mais da metade dos jovens brasileiros não possuem conhecimento sobre como manusear o dinheiro corretamente no dia-a-dia. Partindo desse pressuposto, a falta de diálogo entre pais e filhos sobre o tema durante a juventude ocasiona a falta de consciência financeira dos pequenos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e contribui para a perpetuação do problema.

Portanto, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática. Na intenção de mitigar o problema, cabe ao Ministério da Educação implementar palestras e seminários de educação financeira nas instituições de ensino públicas, com materiais de qualidade e profissionais capacitados, de modo a incentivar da melhor forma possível o interesse pela vida financeira desde cedo. Somente dessa forma, aternua-se-à, a longo e médio prazo, o impacto nocivo do problema e a coletividade alcançará a Utopia de More.