A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/03/2022
No programa televisivo “Chaves”, é retratada diversas vezes a condição do personagem Seu Madruga, que está sempre endividado e com atraso de aluguel.
Analogamente a isso, têm-se a realidade de muitos brasileiros, que assim como o Seu Madruga, estão constantemente com problemas financeiros. Isso ocorre pela inexistência de educação financeira nas escolas e pode gerar graves consequências, como o aumento do endividamento externo.
Diante desse cenários, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à lacuna no sistema educacional. De acordo com o Artigo 2° da Constituição Federal, a educação tem por finalidade preparar o educando para o exercício da cidadania e qualificação para o mercado de trabalho. Entretanto, tal teoria não tem sido vista em metodologias práticas, uma vez que as escolas se mantêm mais preocupadas em ensinar aos alunos sobre conhecimentos que sirvam para vestibulares do que para problemas da vida adulta, como é o caso do ensino de finanças. Dessa forma, os jovens, que saem da escola sem consciência econômica, se tornam adultos que não sabem administrar o próprio dinheiro.
Sob tal óptica, é inegável que o grande endividamento interno resulta da falta de educação financeira . Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), o Brasil encerrou o ano de 2021 com 12 milhões de famílias endividadas, que em grande maioria, adquirem essas dívidas para satisfazer desejos supérfluos, e não a suas necessidades básicas. Tal tese pode ser exemplificada na frase da economista-chefe Marcela Kawauti: “O consumo de luxo é muito utilizado pelo brasileiro para demarcar sua personalidade”. Nesse sentido, percebe-se uma forte mentalidade consumista, que unido à ignorância econômica, aumentam o índice de endividamento.
Em suma, medidas urgentes devem ser tomadas para mudar esse cenário. Cabe ao Ministério de Educação - em parceria com o Ministério de Economia- inserir a matéria de educação financeira nas escolas públicas através de uma mudança na Base Nacional Comum Curricular (documento que norteia os currículos das redes de ensino), para que os jovens saibam administrar suas finanças de maneira correta. Dessa forma, o número de endividados será reduzido sigificativamente.