A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/04/2022
De acordo com o Art 3º da Constituição Federal de 1988, o Estado tem como objetivo garantir o desenvolvimento nacional. Todavia, isso não é garantido, visto que a educação financeira não é efetivada no país, fato esse, que promove o endividamento crônico da população, além de impedir a ascensão social, tudo isso causado pela falta de um planejamento finaceiro. Dessa forma, e imperioso discutir o consumo desenfreado da população e o excesso no parcelamento das compras .
Nesse sentido, de acordo com o Índice de Gini, o Brasil é a sétima nação mais desigual do mundo. Nessa ótica, para boa parte da população os gastos devem ser muito bem planejados para que suas necessidades sejam sanadas. Contudo, por causa de uma falha educação financeira, o cidadão brasileiro não sabe comprar responsavelmente, o que, por conseguinte faz com que o indivíduo gaste todo o seu salário de forma irracional sem deixar uma margem para imprevistos ou até se endividando. Assim como, retratado no filme “Até Que a Sorte Nos Separe”, no qual o protagosnista “Tino” ao ganhar na loteria gasta tudo desinfreadamente.
Ademais, segundo o filósofo Netzche em sua tese “Princípio do Prazer”, o ser humano de forma egoscêntrica, sempre buscará saciar seus desejos instantanamente. Nessa conjuntura, quando depara-se com os produtos desejados nas lojas, o cidadão tupiniquim divide em diversas parcelas o valor desses serviços, despreucupando-se com os juros ou se consiguirá manter os pagamentos regularmente, o que pode, posteriormente, leva-lo a inadimplência. Nessa ótica, assim como representado no trecho da música de Mamonas Assassinas, " a minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia", tornou-se um hábito do brasileiro comprar parcelado.
Logo, para promover a efetivação de um ensino financeiro no país, é preciso que o Ministério da Educação, por meio de mudanças na BNCC, insira a disciplina de Educação Monetária nas escolas, mediadas por profissionais concursados em economia e ciências contábeis, os quais ensinarão desde o planejamento das finanças até investimentos e empreendedorismo, a fim de que formem-se cidadãos economicamente responsáveis. E, consequentemente, o descrito pela Carta Magna seja cumprido.