A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/04/2022
No livro “O homem mais rico da Babilônia”, de George Clason, são agremiadas diversas parábolas da antiga civilização, considerada uma das mais prósperas da história. Nesse sentido, a obra foca nos ensinamentos de Arkhad, o homem mais rico de toda o reino, que, a pedido do soberano, narra seus principais aprendizados a um pequeno grupo de discípulos, constituídos, em geral, por gastadores compulsivos e cidadãos endividados. Assim, a obra relaciona-se com dois fatores sociais do século XXI: o fenômeno do consumismo e o desconhecimento da sociedade sobre a administração financeira individual.
Primordialmente, é importante destacar a influência midiática no comportamento de gastos desregulados, uma vez que a gama de informações oriunda dos meios de comunicação é a principal ponte entre o produto e o consumidor. Para o filósofo grego Platão, por exemplo, o amor é proveniente do desejo, denominado “eros”, que, por conseguinte, é originado na contemplação contínua. Nessa óptica, as ferramentas publicitárias incitam o indivíduo ao gasto irracional e ao desejo ininterrupto de consumo.
Em acréscimo, a desinformação populacional em relação a administração monetária básica torna a sociedade vulnerável ao círculo de fogo publicitário. Para o magnata americano John Rockefeller, por exemplo, “Não se deve trabalhar pelo dinheiro, mas fazer o dinheiro trabalhar para você”, evidenciando assim a importância do conhecimento financeiro no controle de gastos e na direção patrimonial. Portanto, uma vez que a sociedadde não possua conhecimento
Diante dessa situação, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para conscientizar a sociedade sobre a importância do gerenciamento adequado de seus bens, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério das Telecomunicações, desenvolva informativos que alertem a população sobre a necessidade da educação financeira, utilizando as principais redes sociais como meio de divulgação e compartilhamento. Somente assim, será possível desacelerar o fenômeno consumista e ensinar as valiosas lições de Arkhad para a sociedade contemporânea do século XXI.