A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/05/2022
Manoel de Barros, grande pós modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja pricipal característica reside em dar valor ás situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Nesse viés, segundo a lógica barrosiana, faz-se necessário valorizar a importância da educação financeira na vida do cidadão brasileiro, ainda que seja estigmizada por parte da sociedade. Logo, afim de extinguir os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência estatal e a deficiência educacional no Brasil.
Nessa perspectiva, é válido destacar a forma como parte do Estado costuma lidar com a educação financeira no Brasil. Isso porque, infelizmente, as ideias do sociológo Zygmund Bauman sobre as ”Instituições Zumbis", se assemelham a realidade, onde, na prática, há incopetência das forças de poder e violação do seu papel social. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 6 da “Constituição Cidadã”, que garante, entre tantos direitos, a educação . Isso é evidênte seja pela falta da implantação de ensino de qualidade nas escolas públicas, seja pela falta de ações sobre planejamento de finanças e controle financeiro.
Ademais, o modelo da escola que ainda está vigente no país basea-se no modelo da Revolução Indústrial, que impõe uniformização do comportamento para se chegar a submissão do indivíduo. Essa questão se manifesta diáriamente, onde os alunos não são estimulados a terem autonomia e nem sucesso financeiro, mas sim a serem ploretáriados. Logo, a educação financeira daria a possibilidade de homens e mulheres emergirem socialmente e financeiramente, consequentemente tendo maior qualidade de vida. Desse modo, enquanto a falta de inteligência ecônomica for a regra, o progresso será a exceção.
Portanto, é evidente, a urgência de findar essa problemática notória na estrutura do Brasil. Cabe, então, ao Ministério da Educação, por meio de investimentos alterar a programação educacional brasileira nas escolas, incentivando a consciência financeira desde a infância, a fim de transformar adultos progressivos. Onde a Constituição Federal desempenhe corretamente seu papel jurídico e estatal quanto ao direito da população brasileira.