A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/05/2022
O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente evoluída e desprovida de qualquer regresso. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à importância da educação financeira, fato que ainda caracteriza-se como regresso na sociedade brasileira. Desse modo, entre os fatores que contribuem para o agravamento dessa conjuntura pode-se destacar a desinformação populacional e a negligência estatal.
Sob esse viés, ressalta-se que há, no Brasil, uma evidente falta de conhecimento sobre a necessida-de da educação financeira, fomentando o aumento exponencial de indivíduos endividados. Nesse sentido, é licito referenciar o filósofo grego Platão, que, em sua “A República”, narrou o intitulado “Mito da Caverna”, no qual homens , acorrentados em uma caverna, viam somente sombras nas paredes, acreditando, portanto, que aquilo era a realidade das coisas. Dessa forma, é notório que, de maneira análoga à metáfora abordada, os brasileiros, sem acesso à uma educação desde a infância sobre como o dinheiro deve ser usado, vive na escuridão, isto é, desconhecimento. Logo, fica clara a importância do ensino financeiro, haja vista que a ausência dele favorece uma socidade com problemas econômicos.
Outrossim, é necessário apontar a forma como o Estado costuma lidar com a economia social. Isso porque, como afirmou Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidades de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparentemente ser completa na teoria, não tem se concretizado na prática. Prova disso é a ausência de políticas públicas voltadas para “Constituição Cidadã”, que garante à todo indivíduo uma educação completa. Isso é perceptível, seja pela pequena campanha de debates acerca da prioridade que a educação finaceira deveria ter, seja pelo baixo investimento destinado ao ensino sobre as finanças.
Frente a tal problemática, faz-se urgente, que a Mídia, por intermédio de programas televisivos de grande audiência, discuta o assunto com economistas e bancários com o objetivo de mostrar as reais consequências do endividamento e da ausência do ensino financeiro, apresentando visão crítica e orientando os espectadores à respeito do problema. Ademais, é preciso haver mudanças nas escolas, baseadas no acréscimo de uma grade curricular destinada ao ensino financeiro. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade brasileira.